O Inter Miami de Lionel Messi anunciou nesta quinta-feira a saída do técnico argentino Guillermo Hoyos e sua substituição pelo compatriota Cristian "Kily" González, em uma jogada arriscada para se recuperar na Major League Soccer (MLS).
A mudança repentina dos atuais campeões ocorre após cinco jogos sem vitória sob o comando de Hoyos, amigo próximo de Messi e sua família, que assumiu o cargo após a saída de Javier Mascherano em abril.
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Para substituí-lo, a franquia co-propriedade de David Beckham confiou a Kily González, ex-jogador da seleção argentina, que comandará Messi sem nenhuma experiência como técnico fora de seu país.
Em um breve comunicado, o Miami indicou que González "assumirá efetivamente suas funções assim que receber as permissões de trabalho necessárias".
Nascido em Rosário, assim como Messi, o ex-meia estava sem clube desde outubro de 2015, após uma breve e malsucedida passagem pelo Platense.
O técnico de 52 anos já comandou o Rosario Central (2020-2022) e o Unión (2023-2025).
Como jogador, González atuou pelo Rosario Central e pelo Boca Juniors antes de iniciar uma carreira de destaque no futebol europeu, onde vestiu as camisas de Valencia, Zaragoza e Inter de Milão.
Aposentando-se em 2011, de volta ao Rosario Central, González disputou 56 partidas pela seleção argentina e jogou a Copa do Mundo de 2002 e as Copas América de 1999 e 2004.
Ele será o quarto técnico de Messi em Miami, todos argentinos, seguindo os passos de Hoyos, Mascherano e Gerardo Martino.
Hoyos suspenso e demitido
Em seu comunicado, o Miami agradeceu a Hoyos pelo trabalho realizado desde que substituiu Mascherano, que renunciou inesperadamente quatro meses após a Inter conquistar seu primeiro título da liga.
Hoyos, então diretor esportivo do clube, foi inicialmente contratado como interino, mas os resultados positivos das primeiras semanas permitiram que ele permanecesse no cargo.
Time de Messi, Inter Miami escolhe ex-jogador da seleção argentina Kily González como novo técnico
Reprodução
Os problemas da Inter começaram com a retomada da MLS após a Copa do Mundo da América do Norte.
Seus problemas defensivos crônicos pioraram apesar da chegada do brasileiro Casemiro, que se juntou ao elenco de veteranos ilustres ao lado de Messi, Luis Suárez e Rodrigo De Paul.
Em seus últimos cinco jogos, o Miami registrou quatro derrotas e um empate na MLS e na Leagues Cup, torneio do qual foi eliminado na fase de grupos após chegar à final no ano passado.
No campeonato, o Miami agora está 10 pontos atrás do líder da Conferência Leste, o Nashville, com 13 jogos restantes na temporada regular.
Essa situação complica o principal objetivo do Miami: se classificar para a próxima edição da Liga dos Campeões da Concacaf.
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Fora de campo, Hoyos fez todo o possível para apoiar Messi após a morte de seu pai no início deste mês.
Em campo, porém, ele não conseguiu encontrar uma maneira de reverter a situação de uma equipe que sofreu 13 gols nesses cinco jogos.
"O Inter Miami gostaria de destacar e agradecer especialmente a Hoyos por seu comprometimento e dedicação total ao clube, demonstrados por sua disposição em assumir o cargo durante este período", reconheceu o Inter.
Hoyos permanecerá no comando da equipe até a chegada de González, mas não poderá estar no banco de reservas no sábado, contra o Montreal.
Nesta quinta-feira, a MLS o suspendeu por um jogo devido a repetidas demoras dos jogadores do Inter em retornar ao campo após o intervalo.
O Miami não esclareceu qual será o futuro de Hoyos, embora uma fonte do clube tenha dito à AFP que ele continua sendo uma figura que eles têm em "alta consideração".
