Leandro Lehart nega crimes em entrevista e afirma: 'Fui condenado pelo que escrevi'
Leandro Lehart concedeu entrevista onde negou as acusações de estupro e cárcere privado. Em conversa com o jornalista Roberto Cabrini exibida no programa Domingo Espetacular, da Record, neste domingo (12), o músico declarou: "Eu sou inocente. Essas conversas foram tiradas de contexto. Criaram um fato que virou uma suposta confissão, só que não existe comprovação nenhuma".
O artista questionou a ausência de provas técnicas e perÃcias fÃsicas que sustentassem a denúncia, indagando: "Cadê uma foto? Cadê um vÃdeo? Cadê um laudo? Cadê uma perÃcia?".
Sobre as mensagens em que mencionava ter humilhado a vÃtima, o cantor comparou o conteúdo à sua produção artÃstica, afirmando que as frases pertencem a um "contexto imaginativo". Ele declarou: "Eu escrevo [fatos que não aconteceram]. Dentro de um contexto imaginativo, emocional, não existe fato. [...] Eu escrevi várias músicas que eu não vivi".
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Segundo Lehart, a decisão judicial foi influenciada por uma pressão externa: "a Justiça é pressionada por um momento histórico em que o Brasil maltrata muito mulheres. E aà ela pega esse contexto e quer dar algum tipo de exemplo pra sociedade, condenando pessoas sem nenhuma prova".
A defesa apresentou argumentos sobre a estrutura fÃsica de sua residência, alegando que o banheiro não possui tranca externa. O músico também questionou a conduta da denunciante após os episódios relatados, afirmando: "Uma vÃtima voltaria para jantar com o suposto opressor? [...] Aprisionar alguém é jantar, conversar, trocar ideias?". Ele reiterou que a denúncia, surgida em 2019, teria sido motivada por vingança após a interrupção de auxÃlio financeiro. No encerramento da entrevista, afirmou: "Eu fui condenado por aquilo que eu escrevi, não por aquilo que eu fiz".
A condenação de Leandro Lehart foi confirmada em segunda instância pelo Tribunal em 2026, mantendo a sentença proferida inicialmente em 2022. O músico permanece em liberdade enquanto recorre da decisão e desenvolve o projeto documental "Socorro em Silêncio - Entre Fatos e Narrativas", com o objetivo de apresentar o que sua defesa classifica como inconsistências processuais.
