Lavanderia do porta-aviões USS Gerald R. Ford sofre incêndio e fere dois marinheiros no Oriente Médio

 

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Um incêndio atingiu a lavanderia de um dos porta-aviões dos Estados Unidos nesta quinta-feira. Segundo informações do Comando Central da Marinha dos EUA, o navio atingido foi o Gerald R. Ford, deslocado em uma operação no Mar Vermelho.

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De acordo com as informações divulgadas pelo comando central, dois marinheiros ficaram feridos no incêndio, que foi controlado e não afetou a sala de máquinas ou o armamento do navio.

"Os dois marinheiros estão recebendo atendimento médico e estão em condição estável" — afirmou o Comando Central da Marinha americana, em comunicado.

Com tripulação de 4.550 pessoas e capacidade de transportar até 75 aeronaves, o Gerald R. Ford foi enviado para a costa da Venezuela no final do ano passado como parte de operações militares contra o tráfico de drogas e o contrabando de petróleo.

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Em fevereiro, o porta-aviões foi direcionado para a região do Golfo Pérsico para reforçar a mobilização aérea e naval na área em decorrência da guerra travada contra o Irã e os recentes bloqueios da nação persa sobre o Estreito de Ormuz.

Problemas de esgoto e dos banheiros

Informações reveladas pela rádio pública americana NPR e confirmadas pelo Wall Street Journal mostravam que a tripulação enviada ao Oriente Médio no porta-aviões americano vinha enfrentando falhas frequentes no sistema de esgoto e também falta de banheiros.

O problema central do porta-aviões enfrenta o sistema de coleta e transporte de resíduos por vácuo — uma tecnologia herdada parcialmente de navios de cruzeiro para economizar água, porém inadequada à operação intensa de uma embarcação de guerra. O equipamento atende cerca de 650 sanitários para uma tripulação de quase 5.000 pessoas. Quando uma “head” (toalete) falha, partes inteiras do sistema perdem sucção, exigindo reparos complexos.

Documentos internos revelam que a equipe de engenharia registrou 205 chamados de manutenção em um período de quatro dias, com técnicos chegando a trabalhar até 19 horas por dia para desobstruir canos e corrigir vazamentos. Fragmentos de roupas, cordas e peças soltas estão entre os itens que entopem o sistema, segundo os relatos.