O atacante Lautaro Martínez rebateu as teorias da conspiração sobre a derrota da Argentina para a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026. Em entrevista à AFA Estudio, o jogador da Inter de Milão negou que tenha faltado empenho à seleção argentina na decisão, vencida pelos espanhóis por 1 a 0, com gol de Ferran Torres.
Análise: Flamengo privilegia segurança e fica devendo futebol, mas empate em La Plata não deixa de ser bom resultado 'Luta muito grande': Jardim explica demora nas substituições e dificuldades do Flamengo contra o Estudiantes — Quando as pessoas falam dessas teorias, é irritante. O adversário era superior, e isso acabaria acontecendo eventualmente — afirmou Lautaro, que não entrou em campo na final por decisão do técnico Lionel Scaloni. A derrota provocou questionamentos sobre o comprometimento dos jogadores argentinos. Lautaro, no entanto, destacou o desgaste físico acumulado durante a competição e citou atletas que atuaram mesmo sem condições ideais. — Havia jogadores que não conseguiam andar e continuaram correndo, e tivemos chances de vencer até o último lance. Então, quando as pessoas falam dessas teorias, é irritante, mas irritante no sentido de que mostra que demos tudo de nós, e isso nos tranquiliza. Simplesmente não aconteceu. O adversário foi superior, e era inevitável que isso acontecesse eventualmente — disse. O atacante também lembrou que a partida contra a Inglaterra, pela semifinal, exigiu muito da equipe. A Argentina venceu o confronto e chegou à decisão com jogadores desgastados, alguns deles com problemas físicos. Lautaro citou Nicolás Otamendi, Cristian Romero, Lisandro Martínez, Gonzalo Montiel, Lionel Messi e Julián Álvarez ao defender o empenho do elenco na final. — Demos tudo de nós, inclusive na final. Ver jogadores como Nico, Cuti e Licha, que tiveram que sair, mas que deram tudo de si, assim como Gonzalo, Leo e Julián, mostra que deixamos tudo o que tínhamos em campo — afirmou. O argentino também revelou que enfrentou problemas físicos durante a temporada. Segundo ele, uma lesão o afastou dos gramados por dois meses, enquanto as prorrogações na fase eliminatória contribuíram para o desgaste dos jogadores. — Muitos de nós chegamos com alguns problemas. Na fase eliminatória, a prorrogação desgasta muito a energia. Ter que correr atrás do placar, saber que você precisa reverter o resultado, a ansiedade da torcida e o nervosismo, com todos os olhos voltados para a Argentina, pesaram. Acho que, até o apito final, ficou claro que o time deu tudo de si — declarou. A Argentina encerrou a campanha sem conquistar o título mundial, enquanto a Espanha ficou com a taça após a vitória por 1 a 0.
O Globo