Laudos sobre morte de corretora em Goiânia devem ser entregues à polícia nos próximos dias
Os laudos que vão determinar a causa da morte da corretora Daiane Alves Souza e esclarecer a dinâmica do crime ainda devem ser entregues à Polícia Civil nos próximos dias. Os documentos incluem a análise do veículo e a reconstrução do crime, realizada na última semana, com simulações de disparos de arma de fogo para confrontar o depoimento do suspeito.
O síndico do prédio onde Daiane morava, Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, foi preso suspeito do assassinato. O filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso e é investigado por possível participação no crime.
Nesta segunda-feira (2), a Polícia Civil confirmou que há elementos que indicam que houve disparo de arma de fogo contra a corretora. Além disso, o celular da vítima, que havia desaparecido, foi localizado e será submetido à perícia.
A defesa de Cleber Rosa afirmou que ele está colaborando com as investigações. Já o advogado de Maicon Douglas nega o envolvimento do cliente no caso.
Entenda o caso
Daiane Alves Souza era natural de Uberlândia, em Minas Gerais, e morava em Caldas Novas há cerca de dois anos. Ela administrava seis apartamentos da família na cidade turística.
Familiares relataram que Daiane tinha desavenças com moradores do prédio. Em 17 de dezembro, dia do desaparecimento, a corretora desceu ao subsolo para verificar um problema na energia elétrica, porque o apartamento dela estava sem luz.
Imagens de câmeras de segurança mostram Daiane no elevador por volta das 19h. Ela entra e grava um vídeo para uma amiga, sai logo depois e não é mais vista.
A Polícia Civil destacou como ponto-chave um intervalo de 7 minutos e meio sem imagens de segurança. Esse período corresponde ao tempo entre a saída da vítima do elevador e a chegada ao local dos disjuntores do prédio — trecho em que não há registros. O registro citado foi feito por volta das 19h30.
O corpo de Daiane Alves foi encontrado em estado de esqueletização na última quarta-feira (28). Os restos mortais estavam a mais de 15 quilômetros do local do crime. A polícia confirmou que o celular da vítima não foi localizado.
