A Bolsa brasileira caiu pelo terceiro pregão seguido desde a reeleição do presidente Lula (PT), no domingo (25). O Ibovespa, principal índice da B3, fechou esta quarta-feira (28) em queda de 2,71%, aos 170.946 pontos.
Com o resultado, o índice acumula perda de 16,6% em três pregões. Na sexta-feira (23), último pregão antes do segundo turno, o Ibovespa havia fechado em 205.082 pontos.
São mais de 34 mil pontos a menos em três dias. O pior dia foi a segunda-feira (26), o primeiro pregão depois da eleição.
O índice chegou a cair 16% pela manhã, e a B3 interrompeu temporariamente as negociações. No fechamento, a queda foi de 13,88%, aos 176.608 pontos, a maior em um único dia desde março de 2020, no início da pandemia.
O dólar subiu mais de 8% no mesmo dia. Na terça-feira (27), o Ibovespa recuou mais 0,51%, aos 175.710 pontos.
Nesta quarta, o dólar comercial caiu 0,19% e fechou a R$ 5,34. Os investidores mostram preocupação com a política fiscal do governo e com a perspectiva de aumento dos gastos públicos no novo mandato.
Parte do mercado apostava na vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Na segunda-feira, depois da forte reação negativa dos mercados, Lula se reuniu no Palácio da Alvorada com os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Bruno Moretti (Planejamento).
A escolha do comando da equipe econômica para o próximo mandato está em discussão. O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) estão entre os nomes cotados.
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