Kuwait diz sofrer 'intensa onda de ataques' do Irã nas primeiras horas após cessar-fogo com os EUA; Iraque e outros países do Golfo também foram atingidos
O Kuwait afirmou sofrer uma "intensa onda de ataques" do Irã nas primeiras horas após cessar-fogo com os EUA, anunciado na noite desta terça-feira. De acordo com a agência de notícias Reuters, que cita testemunhas no local, estrondos foram ouvidos na região. Nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira, também foram registrados ataques nos Emirados Árabes Unidos, no Catar, no Iraque e no Bahrein.
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As Forças Armadas kuwaitianas disseram no X ter recebido "uma intensa onda de ataques iranianos, enfrentando 28 drones dirigidos ao Estado do Kuwait", muitos deles interceptados.
Segundo o Exército do Kuwait, os ataques causaram "danos materiais significativos" em instalações petrolíferas, usinas elétricas e centros de dessalinização de água. Em tom semelhante, os Emirados Árabes Unidos disseram que suas defesas aéreas estão lidando com mísseis e drones procedentes do Irã nesta quarta-feira, horas após o anúncio da trégua.
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Ataques israelenses no Líbano
Forças israelenses também realizaram uma série de bombardeios no sul do Líbano, após emitirem uma nova ordem de evacuação para a região da cidade de Tiro, segundo a Agência Nacional de Informação oficial.
Os ataques ocorrem apesar do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, em que Israel afirmou que a trégua "não se aplicava" ao território libanês.
O movimento pró-iraniano Hezbollah não reivindicou nenhum novo ataque contra Israel desde a 01h00, horário local (22h00 GMT de terça-feira), momento em que o cessar-fogo passou a valer. No entanto, Israel já confirmou que o Hezbollah também não estaria incluso no acordo de trégua.
Nesta terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o cessar-fogo de duas semanas com apoio de Irã e Israel, a poucas horas do fim do ultimato para a reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto negociações mais amplas seguem previstas.
A trégua, mediada pelo Paquistão, contrasta com declarações anteriores do republicano, que chegou a ameaçar a destruição de “toda uma civilização”, gerando críticas internacionais e questionamentos legais.
Organismos como ONU e Anistia Internacional classificaram a retórica como potencial violação do direito internacional humanitário, enquanto aliados e opositores nos EUA também reagiram com preocupação.
Sob pressão interna e externa, tanto Washington quanto Teerã tentam capitalizar a trégua, ainda que as exigências para um acordo definitivo indiquem um caminho prolongado para o fim da guerra.
