Koral: estreante no Guia Michelin com selo de bom custo-benefício, casa do chef Pedro Coronha segue afiada

 

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Quis conferir o “efeito Michelin” nas (poucas) novas casas agraciadas pelo guia francês nessa última edição do Rio. Dos restaurantes que já constavam da publicação, conheço todos — e bem. E a versão 2026 é praticamente a mesma, com poucos ganhos, como as quatro econômicas indicações, incluindo a primeira estrela para o Madame Olympe. Foi a alegria maior de uma noite sem sal para o nosso lado.

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Pedro Coronha com a placa de Bib Gourman do Koral

Divulgação / Foto de Yasmim Alves

Mas Pedro Coronha e o seu Koral — e eis o motivo de a casa estar de volta à coluna — se deram muito bem: ele saiu como Melhor Jovem Chef , e o restaurante foi o único a entrar na categoria Bib Gourmand, que aponta casas de bom custo-benefício. Então, foi para lá que corri para ver o day after. E prometo não repetir a cena: o que passou, pois é, passou.

Coronha estreou bem no Rio com o Mäska — pelo qual foi eleito o Chef Revelação no Prêmio Rio Show de Gastronomia de 2022 — e aos 26 anos já comandava o seu próprio restaurante, o Koral, que está completando dois anos. É uma casa de nome já consolidado no cenário carioca, logo, passa longe de ser um achado dos tais inspetores de fora (falei de novo). Aqui de dentro, conhecemos bem. Mas reconhecimento nunca é demais, e o Koral fez por merecer. Está afiado, constatei após um ano sem andar por lá.

Koral

Divulgação

O formato da casa é descomplicado, informal, sem menu degustação, nada de toalhas nas mesas e um serviço de vinhos sem grandes rótulos ou taças. Não é essa a proposta dali. Um braseiro ocupa boa parte da cozinha aberta (e muita coisa passa por ele, como as folhas chamuscadas, das quais gosto muito) e uma bancada onde os pratos ficam dispostos antes de partirem para as mesas. O Koral é isso, nada rebuscado, misturado (poucos ingredientes por vez) e base de pratos leves e frescos de inspiração sul-americana, nórdica (foi do Noma, de Copenhague), asiática e muitas carioquices em geral.

O cardápio traz atrações práticas, “duplinhas” como as croquetas de milho cacio e pepe (R$ 36) e os pastéis redondos, com queijo fumegante por dentro e tartare de lagostim em cima, num quente/frio gostoso (R$ 49). Entre as entradas, há steak tartare, e Coronha é um craque no prato (ia ao Mäska só pra isso): cubos de carne sem nervo algum, toque defumado, molho de ostras e fritas com casca no baldinho (R$ 72).

O polvo na brasa é outro hit do chef: vem lindo, com arroz de corais, chorizo, pedaços de peixe e aioli (R$ 169). Pedi a salada caesar com cavaquinha, folhas no carvão, bacon, grana padano e anéis de cebola empanados (R$ 92). Tudo bom, tudo bem, e o custo-benefício (média de R$ 200) é um fato para festejar. Que os inspetores (ops) desbravem outras casas, temos muitas, numa próxima rodada.

Koral: três garfinhos (bom)

Rua Barão da Torre 446, Ipanema (99512-6437). Ter e qua, das 12h às 17h e das 19h às 23h. Qui, das 12h às 17h e das 19h à meia-noite. Sáb, das 12h à meia-noite. Dom, das 12h às 17h.

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