Kiev acusa Moscou de planejar assassinatos de autoridades ucranianas com recompensa de mais de R$ 500 mil; 10 são presos

 

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A Ucrânia afirmou nesta sexta-feira ter desmantelado um suposto plano organizado pela Rússia para assassinar figuras políticas do país, com recompensas que chegariam a US$ 100 mil (mais de R$ 520 mil, na cotação atual). Segundo a AFP, 10 pessoas foram presas na Ucrânia e na Moldávia sob suspeita de participarem do plano.

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De acordo com o procurador-geral Ruslan Kravchenko, o grupo atuava como uma rede organizada de “assassinatos por encomenda”. “Foi identificado um grupo organizado que preparava assassinatos sob encomenda de cidadãos ucranianos e estrangeiros conhecidos”, afirmou Kravchenko em comunicado.

As forças de segurança, ainda segundo o procurador-geral, realizaram cerca de 20 buscas em diferentes regiões da Ucrânia e apreenderam dinheiro, armas de fogo, explosivos e dispositivos de comunicação que continham registros de contato com intermediários russos.

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Sete suspeitos foram detidos em território ucraniano. Outros três — incluindo o apontado como organizador da operação — foram presos na Moldávia.

O governo ucraniano divulgou o nome de apenas uma das autoridades que teriam sido alvo do plano: Andriy Yusov, responsável pela área de comunicações estratégicas das Forças Armadas da Ucrânia e figura-chave nas negociações para troca de prisioneiros com a Rússia.

As autoridades não detalharam quantas pessoas estavam na lista de alvos nem o estágio exato do suposto plano no momento das prisões. Moscou ainda não comentou as acusações.

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Os assassinatos seletivos tornaram-se um marco da guerra entre Rússia e Ucrânia. Desde 2022, segundo o grupo de monitoramento ACLED, o número de tentativas de assassinato dentro da Rússia aumentou significativamente.

Rússia acusou Kiev por crime semelhante

Em novembro do ano passado, os serviços secretos russos (FSB) afirmaram ter impedido uma tentativa da Ucrânia de assassinar “um dos mais altos funcionários do Estado russo” durante uma visita ao túmulo dos pais em um cemitério próximo a Moscou.

De acordo com o comunicado divulgado pelo FSB à época, a operação teria sido organizada pelos serviços especiais ucranianos e visava atingir o funcionário enquanto ele participava da homenagem familiar.

Na ocasião, o FSB também afirmou que “planos semelhantes” de ataques em território russo estariam em andamento. Em resposta, o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) negou qualquer envolvimento e acusou Moscou de criar “notícias e declarações falsas”.