Katie x Katy: estilista 'xará' de Katy Perry vence disputa judicial contra a cantora e ganha direito a marca com o próprio nome

 

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A designer australiana Katie Perry afirmou nesta quarta-feira que agora tem o direito de vender roupas usando seu próprio nome, após vencer uma disputa judicial de marca contra a estrela pop americana Katy Perry.

Katy Perry x Katie Perry: Entenda a disputa judicial entre cantora e estilista

Curiosidade: Por que você se lembra de cada palavra de uma música de 25 anos atrás, mas não o motivo de ter entrado naquela sala?

A estilista acusou sua homônima, muito mais famosa, de infringir sua marca registrada ao alegar que havia registrado a marca “Katie Perry” antes de a cantora se tornar uma sensação mundial.

Por sua vez, a cantora e compositora Katy Perry afirmou que sua música já havia se tornado “viral” quando a designer começou a vender roupas por volta de 2008 e pediu que o registro da marca australiana fosse cancelado.

Um tribunal australiano havia dado razão à cantora e decidiu em 2024 que a marca de roupas deveria ser retirada.

No entanto, a High Court of Australia decidiu recentemente, em recurso, a favor da designer australiana, considerando improvável que houvesse risco de “confusão” entre as duas.

Um representante da cantora disse à AFP que, apesar da disputa judicial, ela “nunca tentou fechar” o negócio australiano.

Disputa de quase duas décadas

A disputa entre as duas Perrys começou por volta de 2009, um ano após a cantora americana lançar seu single de estreia, “I Kissed a Girl”. Os representantes da estrela afirmam que tentaram um acordo com a designer sobre o uso dos nomes semelhantes, mas ela recusou. A estilista, por outro lado, diz que nunca recebeu uma proposta.

Katie Perry, a designer, diz que lançou sua marca em 2006, passou a trabalhar nela em tempo integral em 2007, solicitou uma de suas marcas registradas em 2008 e a registrou em 2009. Tudo isso, segundo ela, antes de a cantora se tornar famosa na Austrália.

Site da designer de moda Katie Perry

Reprodução

Uma década depois, ela processou Katy Perry, alegando que as vendas de roupas temáticas em uma das turnês da cantora pela Austrália violaram sua marca registrada.

A designer venceu o processo inicial. Um juiz afirmou que a celebridade americana não tinha reputação no ramo de vestuário quando a australiana solicitou sua marca registrada. Isso significava que a estrela não tinha direito superior ao uso do nome artístico no contexto de vendas de roupas, e o juiz concluiu que alguns itens vendidos na turnê australiana da cantora infringiam a marca da designer.

Mas, em 2024, o tribunal de apelação reverteu a decisão. E, em uma reviravolta surpreendente, foi além: os juízes também disseram que a marca registrada de Katie Perry nunca deveria ter sido concedida e ordenaram o cancelamento da marca da designer.

Segundo os juízes, a pop star já era famosa quando a designer solicitou o registro da marca, o que tornava provável que a celebridade expandisse para o mercado de produtos e que a marca australiana pudesse confundir os consumidores.