Kanye West: Prefeito de segunda maior cidade da França se opõe a show de rapper em estádio local; 'Não é bem-vindo'

 

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A prefeitura de Marselha manifestou-se nesta quarta-feira (4) contra a realização do show do rapper americano Kanye West marcado para 11 de junho de 2026 no estádio Orange Vélodrome, casa do Olympique de Marselha, clube do futebol local. A apresentação, até o momento, é a única data prevista na França dentro da nova turnê europeia do artista, que não se apresenta no continente desde 2014.

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Em publicação na rede X, o prefeito Benoît Payan, candidato à reeleição nos dias 15 e 22 de março, criticou a vinda do cantor à cidade. “Recuso que Marselha seja uma vitrine para aqueles que promovem o ódio e o nazismo desinibido. Kanye West não é bem-vindo ao Vélodrome, nosso templo da convivência e de todos os marselheses”, afirmou.

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O evento é organizado pela agência Mars 360, operadora exclusiva do estádio, que pertence ao município. Apesar da posição do prefeito, a proibição de um espetáculo é juridicamente restrita. O Conselho de Estado francês já consolidou entendimento de que a interdição só é possível em caso de risco de que sejam proferidas declarações que constituam infração penal ou de que o evento provoque distúrbios à ordem pública.

Aos 48 anos, Kanye West — que também adotou o nome artístico Ye — perdeu nos últimos anos contratos comerciais e parte do público após uma série de declarações antissemitas e racistas. Em 8 de maio passado, data do 80º aniversário da derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, lançou a música “Heil Hitler”. Em dezembro de 2023, o rapper pediu desculpas à comunidade judaica depois de ter afirmado meses antes que “adorava os nazistas”.

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Em 2022, também gerou indignação ao aparecer com o slogan “White Lives Matter” (“A vida dos brancos importa”, em alusão ao movimento Black Lives Matter) e ao participar de um jantar com o ex-presidente americano Donald Trump ao lado do supremacista branco antissemita Nick Fuentes.

Diagnosticado há anos com transtorno bipolar, o artista afirmou no fim de janeiro que, quando “se está em fase maníaca, não se pensa que está doente”, acrescentando: “Não sou nazista nem antissemita. Amo o povo judeu”.

Além da turnê, o músico anunciou o lançamento de seu novo álbum, intitulado “Bully”, previsto para 20 de março.