Kanye West foi processado após remover banheiros de mansão na beira da praia de Malibu

 

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Kanye West, agora conhecido como Ye, está mais uma vez causando polêmica. Seu comportamento errático tem sido notícia repetidamente: ele negou 400 anos de escravidão, intitulou uma de suas músicas de "Heil Hitler" (conhecida saudação usada na Alemanha nazista), incluiu a suástica em designs para sua marca de roupas e fez discursos antissemitas. Desta vez, porém, o foco não está em suas declarações, mas nas estranhas modificações que ele fez em sua mansão em Malibu e no julgamento que essas ações desencadearam.

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O cantor comprou uma casa à beira-mar em 2021, projetada pelo arquiteto japonês Tadao Ando, ​​vencedor do Prêmio Pritzker de Arquitetura em 1995. A casa, localizada na Malibu Road e concluída em 2013, havia sido criada para o banqueiro americano Richard Sachs. A característica principal da propriedade era o concreto aparente, sem pintura ou revestimento, uma marca registrada do estilo de Ando.

Mansões semelhantes na região costumam ser vendidas por cerca de US$ 20 milhões, segundo a revista The New Yorker. No entanto, o estilo singular do arquiteto japonês permitiu que Sachs a colocasse à venda em 2020 por US$ 75 milhões (cerca de R$ 394 milhões na cotação atual). West acabou comprando-a em 2021 por US$ 57,3 milhões (cerca de R$ 301 milhões na cotação atual).

Reformas radicais e um processo judicial

Após a compra, o artista contratou Tony Saxon, um vendedor de discos que não era um empreiteiro licenciado, para realizar uma reforma completa. Esse mesmo colaborador processou West em setembro de 2023 por mais de US$ 1 milhão, acusando-o de não pagamento e condições de trabalho exploratórias.

Segundo a queixa, o rapper o obrigou a morar na casa durante as reformas, a trabalhar mais de 18 horas por dia e a dormir no chão. O julgamento começou em 2 de março de 2026. As modificações solicitadas por West incluíram a remoção da fiação elétrica, do encanamento, das janelas e dos acabamentos internos. O nível de intervenção foi ainda mais drástico.

“Ele não queria banheiros. Se as pessoas precisassem usar o banheiro, seria um buraco no chão”, disse o advogado Ron Zambrano à Rolling Stone. Ele também afirmou que West planejava substituir a escada por um escorregador que daria para uma piscina.

Saxon era o responsável pela supervisão da construção que, segundo o processo, não possuía as licenças necessárias. Ele também alegou ter sido demitido após alertar sobre o risco de intoxicação por monóxido de carbono proveniente dos geradores da casa.

Por sua vez, a defesa negou as acusações: “Saxon estabeleceu um padrão impossível para si mesmo. Ele queria trabalhar 24 horas por dia, 7 dias por semana. Ele queria acampar na casa”, disse o advogado Andrew Cherkasky, também citado pela Rolling Stone, acrescentando: “Vão dizer que ele ficou surpreso ao descobrir que não havia banheiro lá… Ninguém pediu a Saxon para ficar lá, muito menos para passar a noite.”

Eles também negaram que qualquer quantia fosse devida e afirmaram que o contratado recebeu tudo o que havia sido acordado.

Qual é o estado atual da casa sem banheiros?

A propriedade não pertence mais a Kanye West. Foi vendida por US$ 21 milhões (cerca de R$ 110 milhões) para Steven Belmont, fundador da Belwood Investments. O rapper tentou vendê-la por US$ 53 milhões (cerca de R$ 278 milhões), mas teve que reduzir significativamente o preço devido ao estado do imóvel.

Em 2025, o financiador colocou o imóvel novamente à venda, mesmo sem as obras de restauração estarem concluídas, por US$ 39 milhões (cerca de R$ 204 milhões). Posteriormente, o preço foi ajustado para US$ 34,9 milhões (cerca de R$ 183,7 milhões).