Kalil e Patrus criticam Simões após ocupação de terra no Triângulo Mineiro - QTU Questões do Universo

Kalil e Patrus criticam Simões após ocupação de terra no Triângulo Mineiro

Fonte: Bandeira da fonte

Mateus Simões (PSD), candidato a governador de Minas Gerais
João Morães/Granbel
Um grupo de cerca de 130 pessoas, coordenado pelo Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL) ocupa desde domingo a Fazenda Bom Jardim, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
A notícia se tornou motivo de críticas dos candidatos a governador de Minas Gerais Alexandre Kalil (PDT) e Patrus Ananias (PT) ao atual mandatário e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD).

A Polícia Militar foi acionada e faz o monitoramento da área, atuando para impedir a entrada de novos ocupantes.
Segundo informou o governo, a rodovia MGC 497, que está no entorno da área ocupada, foi parcialmente interditada, sendo permitida a passagem controlada apenas de caminhões.
Os demais veículos são orientados a passar por um caminho alternativo.
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Nas redes sociais, Kalil chamou Simões de "frouxo" e cobrou uma ação a respeito.
"Pessoal, estão invadindo terra em Uberlândia? Maior centro que nós temos de agricultura em Minas Gerais.
Ô, governador, deixa de ser frouxo.
Vai lá e resolve, p***a.
Invadindo, em Uberlândia? Ah, não.
Nós vamos resolver, viu, gente? Primeiro de janeiro isso acabou", disse Kalil em vídeo.

Patrus disse que o governo mineiro falhou na prevenção do conflito.
"O que se vê em Uberlândia é um governo que falhou em prevenir o conflito e agora quer trocar a Justiça pelo espetáculo.
Desocupação se faz com ordem judicial, com mediação do Ministério Público e da Defensoria Pública, não com vídeo para internet", afirmou Patrus em nota.
Ele também disse que, quando foi ministro do Desenvolvimento Agrário, nunca estimulou ocupações, mas trabalhou pela reforma agrária justa, dentro da lei.

No domingo (30), Simões esteve no local e classificou a situação como "lamentável".
"É lamentável que a gente ainda tenha pessoas que acreditam que possam invadir propriedade privada e que isso não vai ter consequência.
Em Minas Gerais, invasão é crime e é tratada como crime.
Ninguém entra lá, só sai", afirmou Simões.

Ele disse que a Polícia Militar cercou a área para evitar a entrada de novas pessoas no local e que uma grávida e uma criança já foram retiradas do local.
O governo também acionou o Conselho Tutelar para tomar as providências em relação a dez crianças que estão no local.

"A gente aguarda para que eles entendam que não é possível ficar ali, porque nós não vamos permitir a consolidação da invasão.
Se eles não se retirarem, aí, obviamente, a Justiça determinando, a gente entra e faz a remoção.
Normalmente não é necessário.
A gente consegue fazer com que eles saiam com essa estratégia de cercamento que funciona muito bem", disse Simões.
O governador acrescentou que houve cinco ocupações no Estado desde 2019 e todas foram encerradas com a retirada das pessoas pela polícia.

O governo informou que defende "o respeito à propriedade privada e o cumprimento da lei".
"A orientação é para que a atuação das forças de segurança seja conduzida com equilíbrio, responsabilidade e dentro dos protocolos legais, considerando, inclusive, a presença de mulheres e crianças no local.
A prioridade neste momento é garantir a ordem e a segurança, evitando confrontos e qualquer tipo de excesso.
As providências cabíveis serão adotadas de acordo com a legislação e com eventuais determinações judiciais", informou o governo em nota.