Justiça revoga prisão preventiva do criador da 'Choquei' em investigação sobre suposto esquema bilionário, diz defesa
O criador da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, teve a prisão preventiva revogada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), segundo informou sua defesa nesta quinta-feira. Ele havia sido preso há quase um mês durante a Operação Narco Fluxo, investigação da Polícia Federal que apura um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro, apostas ilegais e estelionato digital.
Dono da Choquei é apontado como operador de mídia de grupo investigado por esquema bilionário de lavagem de dinheiro
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Apesar da decisão favorável, ele seguia detido até a manhã desta quinta-feira no Núcleo Especial de Custódia do Complexo Prisional Policial Penal Daniella Cruvinel, em Goiás. Em nota divulgada nas redes sociais, a defesa do influenciador afirmou que a Justiça reconheceu a ausência de fundamentos concretos para manter a prisão preventiva.
“A própria decisão judicial destacou a ausência de demonstração concreta de risco à investigação, à instrução processual ou à aplicação da lei penal”, afirmou o advogado Pedro Paulo de Medeiros.
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Segundo os advogados, as investigações não atribuem a Raphael posição de liderança, coordenação ou gestão financeira de organização criminosa. A defesa sustenta que os valores recebidos pelo influenciador seriam relacionados exclusivamente à prestação de serviços publicitários.
“A relação com os fatos investigados decorre exclusivamente da prestação de serviços publicitários regularmente remunerados”, diz outro trecho da nota.
Raphael foi preso em 15 de abril, em um condomínio de luxo em Goiânia. A investigação aponta que ele teria atuado, supostamente, na divulgação de conteúdos favoráveis a artistas investigados, além da promoção de plataformas de apostas e rifas digitais.
De acordo com a Polícia Federal, o influenciador recebeu cerca de R$ 370 mil relacionados a serviços publicitários ligados ao cantor MC Ryan SP. A defesa afirma que os pagamentos foram legais e referentes a trabalhos contratados.
A Operação Narco Fluxo também atingiu outros nomes conhecidos da música e da internet, entre eles Poze do Rodo. Segundo a PF, o grupo investigado teria movimentado aproximadamente R$ 1,6 bilhão por meio de apostas ilegais, empresas de fachada, contas bancárias de terceiros e criptoativos.
