Justiça marca novos depoimentos em processo contra tenente-coronel da PM acusado de feminicídio

 

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A Justiça marcou para a próxima semana novos depoimentos no processo que pode expulsar o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, da Polícia Militar de São Paulo. O oficial responde ao Conselho de Justificação após a morte da esposa, a soldado Gisele Alves.

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Esse procedimento é interno da Polícia Militar que avalia se um oficial tem condições para permanecer na corporação. O processo começou em abril com as oitivas de testemunhas e, nesta segunda-feira (4), o Diário Oficial do Estado de São Paulo informou que novos depoimentos ocorrerão por videoconferência nos dias 11 e 14 de maio. Entre eles, três agentes da PM e amigas de Gisele serão ouvidas.

Ainda não há confirmação sobre quando Geraldo Neto prestará depoimento. O oficial, de 53 anos, é réu na justiça por feminicídio e fraude processual. Ele está preso preventivamente desde 18 de março no presídio militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo, acusado de matar a esposa com um tiro na cabeça.

No mês passado, a Polícia Militar aposentou Geraldo Neto da corporação. Mesmo aposentado, ele continua recebendo um salário de aproximadamente R$ 30 mil por mês. Caso seja expulso da PM pelo Conselho de Justificação, ele poderá perder esse benefício.