Em meio à votação do segundo turno das Eleições 2026, a Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã deste domingo (25/10), uma grande operação para fiscalizar o cumprimento da medida judicial expedida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA). A determinação exige a manutenção e o restabelecimento da frota integral de ônibus coletivos em Salvador para assegurar o direito de locomoção dos eleitores.
As garagens de transporte público de diversos pontos estratégicos da capital baiana tornaram-se alvos centrais das diligências policiais. Equipes do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e de outras unidades operacionais foram mobilizadas para verificar in loco se as empresas de transporte estão disponibilizando a totalidade dos veículos exigida pela Justiça.
“Todo o material coletado, bem como possíveis depoimentos, será encaminhado à Polícia Federal, que dará seguimento ao inquérito policial.” Para ampliar o alcance das fiscalizações e evitar eventuais manobras de bloqueio, as equipes operacionais contam com o suporte tecnológico de drones para vistoria aérea das garagens.
Paralelamente, as ações são acompanhadas de perto pela Coordenação de Inteligência Cibernética do Departamento de Inteligência Policial (DIP), que rastreia movimentações atípicas e informações em tempo real. As diligências cobrem garagens localizadas em oito bairros da capital:
Logo após o acionamento da Polícia Civil, a alta cúpula da segurança pública estadual reuniu-se em caráter de urgência com dirigentes dos Departamentos Operacionais para planejar e executar as incursões. O encontro contou com a presença do Secretário da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Marcelo Werner; do delegado-geral André Viana; da delegada-geral adjunta Márcia Pereira; do delegado-geral adjunto de Operações, Jorge Figueiredo; e do chefe de Gabinete, delegado Ivo Tourinho.
Além da verificação presencial nas garagens, a cúpula da Segurança Pública acompanha os trabalhos de monitoramento cibernético e inteligência para coibir quaisquer condutas suspeitas ou tentativas de interferência no pleito que possam configurar crime eleitoral. Todo o acervo probatório colhido durante o dia será consolidado e remetido à Polícia Federal para desdobramentos na esfera criminal.
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