A Justiça liberou, na noite de quarta-feira, a cremação dos corpos de Rocio Cubillos, Wendy Manrique e Sofia Murillo, colombianas mortas na queda de um helicóptero durante um passeio sobre o Alto da Boa Vista, na Zona Norte do Rio.
O caso, que aconteceu no dia 8, segue sendo apurado pela Polícia Civil e pela Aeronáutica.
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As três vítimas foram veladas no último domingo, oito dias depois do acidente, na Capela 2 do Cemitério e Crematório da Penitência, no Caju, na Zona Portuária.
O IML informou que, no dia 11, "os corpos de Rocío Cubillos, Wendy Manrique e Sofía Murillo foram identificados, por meio de exames odontológicos e antropológicos, e liberados para os familiares".
Entretanto, de acordo com Thalles Andrade, advogado do escritório Leonardo Amarante, que assessora a família neste caso, faltava um laudo de necrópsia dos cadáveres, feito pelo Instituto Médico-Legal (IML), para que um alvará de liberação judicial para a cremação fosse concedido.
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— Esse alvará judicial é uma autorização para haver a cremação dos corpos.
Por que há necessidade disso? Porque em se tratando de uma morte violenta, como nesse caso do acidente aéreo, quando há a cremação dos corpos, acabam-se provas importantes para a investigação — disse o advogado.
Segundo Andrade, a família das colombianas já solicitou a cremação a uma empresa funerária, e a previsão é que os corpos sejam cremados nesta sexta-feira, ainda no Rio de Janeiro.
Para o velório, compareceram 21 familiares,a maior parte deles vindos da Colômbia.
Agora, restam três parentes em solo carioca para acompanhar a cremação e levar as cinzas à Bogotá.
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Ana Branco
Dos 21 entes das vítimas, três estavam com elas no dia em que a tragédia aconteceu.
Victor Manrique, filho de Rocio, irmão de Wendy e tio de Sofia, programou uma viagem ao Rio de Janeiro ao lado delas, de sua mulher, Daniela Castañeda, e de sua filha, Laura Manrique, para comemorar os 15 anos da menina.
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Victor e a família haviam contratado por R$ 4,4 mil um pacote turístico para sobrevoar a cidade com a empresa Voos Rio Panorâmico.
Como eram seis pessoas, o grupo foi dividido em dois.
Rocio, Wendy e Sofia embarcaram primeiro e decolaram de Jacarepaguá por volta das 10h40.
No hangar, ficaram Victor, Daniela Castañeda e a filha do casal, Laura, que fariam o passeio no segundo voo.
Victor contou que trocou mensagens com os familiares enquanto aguardava o retorno da aeronave.
Em determinado momento, porém, elas pararam de responder.
Cerca de uma hora depois, ele soube da queda por meio de portais de notícias.
Em uma fiscalização realizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o órgão suspendeu a autorização de funcionamento da Voos Rio Panorâmico, proprietária do helicóptero contratado pelas colombianas por uma série de irregularidades.A Polícia Civil afirmou que "a investigação está em andamento na 19ª DP (Tijuca), e outras diligências são realizadas para apurar as causas da queda da aeronave".
* Estagiária sob supervisão de Sanny Bertoldo
