Justiça libera assembleia do Corinthians que pode abrir espaço para SAF
A Justiça de São Paulo acatou o pedido de sócios do Corinthians e determinou que a Assembleia Geral Extraordinária marcada para o dia 20 de junho seja realizada.
A reunião no Parque São Jorge deve decidir sobre a reforma de estatuto do clube.
A mudança pode aprovar, entre outros pontos, a aceitação do modelo se SAF – Sociedade Anônima do Futebol.
Na decisão, o juiz Rafael Viotti Schlobach, da 3ª Vara Cível do Foro Regional do Tatuapé, validou provisoriamente o edital de convocação da assembleia.
Para o magistrado, o perigo de dano iminente e o cenário institucionalmente conturbado e polarizado entre os órgãos diretivos da instituição, justificam a convocação assembleia.
O juiz também afirmou que impasses políticos dentro do Conselho Deliberativo não podem impedir que os associados decidam sobre mudanças no estatuto.
O Corinthians, que figura como réu na ação, tem 15 dias para apresentar recurso.
Até o momento o Corinthians não respondeu a reportagem da CBN.
A ação foi apresentada por seis associados do Corinthians.
Eles alegam que existe risco concreto de nova tentativa de suspensão ou esvaziamento da assembleia por parte de conselheiros de oposição e integrantes do Conselho de Orientação, o CORI.
Isso porque a Justiça paulista já havia travado a primeira tentativa de votação da reforma, em assembleia que estava marcada para o dia 18 de abril e foi suspensa após uma liminar concedida pela mesma 3ª Vara Cível do Tatuapé.
Em março, antes de conselheiros se reunirem para votar a reforma do Estatuto, houve uma confusão entre o mandatário Osmar Stábile e o então presidente do Conselhor Deliberativo Romeu Tuma Júnior.
Stábile acusou Tuma de interferir na direção do clube de ter feito ameaças contra o cartola. A reunião foi encerrada.
Tuma foi afastado de forma cautelar do Conselho Deliberativo por supostas irregularidades na condução do processo.
O afastamento não impediu que Tuma convocasse uma assembleia geral para abril. No entanto, a Justiça suspendeu o ato.
Na última decisão, o juiz Schlobach entendeu que os órgãos do clube corrigiram os impeditivos que existiam, destacou que o Conselho Deliberativo havia reconhecido, em 2025, a necessidade de reformar o Estatuto e avaliou que por mais que o órgão tenha rejeitado o texto da proposta, isso não impede que o tema seja levado aos associados.
