O Tribunal do Júri de São Francisco, no Norte de Minas Gerais, absolveu uma avó de 60 anos acusada de matar a própria neta, de 9, com um bolo envenenado. O crime ocorreu em setembro do ano passado, e o julgamento, realizado nesta segunda-feira (19), terminou com a absolvição da idosa por insuficiência de provas e falta de motivação para o crime. Ela permaneceu presa por mais de um ano e deixou o sistema prisional nesta terça-feira (20). Áudios, ameaças e falso cativeiro: como homem de 40 anos simulou próprio sequestro para extorquir familiares em MS Soldado de 20 anos que desapareceu com fuzil e munições de quartel do Exército no Recife (PE) é localizado e preso A mulher estava presa desde 19 de setembro do ano passado, quando a Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão preventiva contra ela. Na ocasião, a corporação informou que o laudo pericial havia identificado terbufós, substância tóxica usada em pesticidas, no organismo da criança e no bolo.
Apesar da identificação da substância, a tese da defesa sustentou não haver motivação para o crime. Além disso, o advogado Raphael Simões de Moraes Neto, que representou a avó no julgamento, afirmou que os depoimentos das testemunhas indicavam uma boa relação familiar e contestou a versão de que a idosa não teria prestado assistência à neta. Após a absolvição, o advogado afirmou sentir alívio com a decisão e lamentou o período em que a idosa permaneceu presa. Segundo ele, questões importantes sobre a morte da menina permaneceram sem esclarecimento e ressaltou o sofrimento da avó durante o período.
— A tese de defesa foi acolhida. Nós acreditávamos plenamente na inocência e entendemos que a prisão foi injusta. Perante o conselho de sentença, pudemos expor nossas teses e as inconsistências no processo, como venho dizendo desde que assumimos essa defesa: avós não matam netos — disse o advogado ao portal Te Amo São Francisco.
O Globo