Justiça do Rio determina inclusão de ex-CEO da Hurb na Difusão Vermelha de procurados da Interpol

 

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A Justiça do Rio determinou que o ex-CEO da Hurb, João Ricardo Rangel Mendes, seja incluído na Difusão Vermelha de procurados da Interpol. A decisão é do juiz Andre Felipe Veras de Oliveira, titular da 32ª Vara Criminal da Comarca da Capital, a pedido do Ministério Público. Uma cópia do pedido de prisão preventiva contra João Ricardo será encaminhada para a Polícia Federal poder cadastrar a solicitação de ter o empresário na aba de procurados internacionais.

Após o nome dele estar, de fato, na listagem, os dados de João Ricardo estarão disponíveis para as polícias dos 196 países-membros da maior organização policial do mundo. Ele então poderá ser preso mesmo no exterior, no caso de conseguir sair do Brasil ilegalmente.

Também ficou decidido pelo magistrado que um ofício seja expedido imediatamente à Polícia federal para impedir a expedição de novo passaporte ou até mesmo documento qualquer de viagem para João.

Ele está foragido desde quarta-feira após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça em razão do descumprimento de medidas cautelares.

João Ricardo ficou conhecido em meio a crise que levou ao cancelamento de viagens vendidas pela Hurb.

O empresário ficou preso em flagrante em abril de 2025, após furtar obras de arte de um hotel na Barra da Tijuca e itens de um escritório de arquitetura e, então, foi denunciado pelo MP em maio pelos crimes de furto qualificado e adulteração de identificação de veículo. Após três meses presos, passou a responder em liberdade até ser preso em flagrante na segunda-feira, no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, portando documento falso e com a tornozeleira eletrônica descarregada.

No entanto, foi solto após a realização da audiência de custódia. Por conta desse flagrante, o MP do Rio pediu a prisão preventiva de João e teve o pedido atendido, após destacar que o réu vinha descumprindo as medidas que lhe foram impostas como condição para permanecer em liberdade.

O magistrado destacou que o relatório que recebeu da Secretaria de administração penitenciária referente ao uso da tornozeleira eletrônica pelo réu é claro ao apontar reiteradas violações do monitoramento, especialmente pela conduta de deixar o equipamento descarregar.

A CBN procurou a defesa de João Ricardo Mendes, mas até o momento, não tivemos retorno.