Justiça determina que investigação de ataque na Rua da Consolação seja feita pelo DHPP

 

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A Justiça atendeu ao pedido do Ministério Público e determinou, nesta quinta-feira (19), que a investigação sobre o esfaqueamento de um casal gay na Rua da Consolação seja investigado pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa, o DHPP. O caso aconteceu há mais de um mês e, até o momento, a polícia não identificou os autores ou a motivação. As vítimas suspeitam de homofobia e decidiram buscar provas por conta própria para que o caso não fique impune.

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A juíza Fernanda Perez Jacomini, da 1ª Vara do Juri de São Paulo, determinou o encaminhamento dos "autos ao DHPP para atendimento do quanto requerido pelo Ministério Público e conclusão das investigações". O caso deve ser remetido para a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, a Decradi.

A medida atende a um pedido de Lucas Osiak e Yuri Vasconcellos. Os homens que foram esfaqueados logo depois de saírem da estação Mackenzie-Higienópolis do metrô suspeitam que o crime tenha sido motivado por homofobia, já que os dois criminosos não anunciaram assalto, por exemplo.

Conforme a CBN revelou, os dois decidiram buscar imagens de câmeras de segurança da região do crime por temerem que o caso ficasse impune.

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O promotor responsável pelo caso defendeu que o caso fosse encaminhado ao DHPP por entender que isso faria com que a investigação avançasse.

Fontes ligadas à investigação informaram que as imagens disponíveis até agora mostram apenas os momentos anteriores ou posteriores ao crime, sem identificar os suspeitos.

Lucas foi esfaqueado no pescoço e no peito, com lesões que atingiram o pulmão. Ele foi internado em estado grave na UTI do Hospital das Clínicas, mas melhorou e teve alta. Lucas ainda tem sequelas físicas e psicológicas. Já Yuri teve ferimentos na cabeça e precisou levar pontos.