Justiça decide se envolvidos em estupro coletivo vão continuar presos ou responderão em liberdade

 

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A Justiça deve decidir, nesta quinta-feira (5), se envolvidos no estupro coletivo em Copacabana, na Zona Sul do Rio, vão continuar presos ou responderão pelos crimes em liberdade. Estão previstas as audiências de custódia de dois envolvidos no caso: Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Berthô. Enquanto isso, a polícia tenta avançar sobre outros possíveis episódios ligados ao estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informou que as prisões dos quatro acusados maiores de idade já foram decretadas pela Vara Especializada em Crimes Contra a Criança e o Adolescente, que é a responsável por analisar esse tipo de caso.

O Tribunal também negou que tenha ocorrido omissão da Justiça no andamento do processo. De acordo com o TJ-RJ, o Judiciário precisou corrigir erros no caminho do processo para evitar que o caso pudesse ser anulado mais à frente.

No dia seguinte ao crime, a Polícia Civil enviou o inquérito para uma vara que não era a correta. Como a vítima tem 17 anos, o caso deveria ter sido encaminhado diretamente para a vara especializada em crimes contra crianças e adolescentes. Além disso, inicialmente, o material chegou à Justiça sem pedidos de prisão ou de busca.

Dias depois, quando esses pedidos foram feitos, eles foram enviados para o plantão judiciário noturno. Só que, segundo o Tribunal, esse plantão é usado apenas para situações realmente urgentes. Como o caso poderia ser analisado no horário normal do Tribunal, o pedido acabou sendo devolvido para seguir o caminho correto.

Depois que o processo foi ajustado, o Ministério Público apresentou a denúncia e o caso foi encaminhado para a vara especializada. Foi então que, em 26 de fevereiro, a juíza responsável recebeu a denúncia e decretou a prisão preventiva dos quatro acusados.

O Tribunal também afirmou que houve uma situação parecida no caso do adolescente investigado, apontado como suposto namorado da vítima. Um pedido chegou novamente ao plantão noturno e acabou sendo negado. Enquanto isso, as investigações continuam para tentar identificar outros possíveis casos de abuso envolvendo o mesmo grupo.