Justiça concede liberdade provisória a torcedor argentino após gestos racistas em jogo do Cruzeiro

 

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A Justiça concedeu liberdade provisória sob medidas cautelares ao torcedor argentino preso em Belo Horizonte por fazer gestos racistas em direção à torcida do Cruzeiro no jogo da última terça-feira (29). A audiência de custódia foi realizada na manhã desta quinta-feira (30).

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Para responder em liberdade, o argentino terá que usar tornozeleira eletrônica por 90 dias, ficar em casa à noite durante os dias úteis e recolhimento integral aos sábados, domingos e feriados. Além disso, o torcedor ficará proibido de frequentar o estádio do Mineirão por seis meses.

O argentino também terá que comparecer periodicamente perante uma equipe multidisciplinar da Justiça, manter o endereço atualizado – já que ele mora em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte – e comparecer a todos os processos da investigação, informar e justificar suas atividades durante os seis meses. O passaporte dele, porém, não foi retido pela Justiça.

O caso foi registrado no jogo do Cruzeiro contra o Boca Juniors no Mineirão, na terceira rodada da fase de grupos da Libertadores. O torcedor foi enquadrado pela Lei Geral do Esporte, que estabelece que as penalidades por crimes de violência ou tumulto em eventos esportivos no Brasil são aplicadas em dobro nos casos de racismo.

Depois desse caso, ele foi encaminhado para a Central de Flagrantes da Polícia Civil, e foi preso pelo crime de racismo por praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Sobre o caso, o Conselho Nacional de Procuradores Gerais publicou uma nota de repúdio, dizendo que o ato discriminatório reforça a necessidade de vigilância constante e de atuação firme das instituições para coibir práticas que atentam contra a dignidade humana e a convivência pacífica nos espaços esportivos.