Justiça britânica avalia critérios de indenização aos atingidos pelo rompimento da barragem de Mariana

 

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A Justiça de Londres começa a avaliar nesta quarta-feira (4) os danos sofridos pelos atingidos no rompimento da barragem de Mariana em 2015. A partir dessa análise, serão definidos os critérios para futuras indenizações aos atingidos.

O trabalho dá início à segunda fase do julgamento do caso, após, em novembro, a Justiça inglesa condenar a mineradora BHP pela responsabilidade na tragédia que deixou 19 mortos, destruiu comunidades e espalhou 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos pela bacia do Rio Doce. A mineradora é acionista da Samarco, responsável pela Barragem de Fundão, que se rompeu em 5 de novembro de 2015.

Em outubro de 2026 está prevista a etapa em que o juiz calculará os prejuízos das vítimas, um trabalho que deve durar cerca de seis meses. Para isso, alguns casos representativos serão analisados como referência para determinar o valor de indenizações de grupos em situações semelhantes. Segundo a equipe jurídica, serão considerados danos diversos, incluindo perdas de municípios, comunidades tradicionais, quilombolas.

A ação, que tramita desde 2022, envolve moradores de 31 municípios, empresas e comunidades indígenas, e pede 36 bilhões de libras, mais de R$ 250 bilhões. Apesar das indenizações já pagas no Brasil e do avanço internacional, nenhuma pessoa foi responsabilizada criminalmente pelo desastre.

Após a decisão em Londres, a BHP informou reiterou compromisso com ações de reparação no Brasil.