Os juros futuros recuam no início do pregão desta quarta-feira, em especial as taxas de longo prazo, em meio a uma queima de prêmios que leva a um achatamento da estrutura a termo da curva de juros.
Assim como ocorreu na véspera, o movimento é puxado pelo noticiário político, já que pesquisas eleitorais recentes e as mensagens reveladas ontem que ligam o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes indicam uma chance maior de vitória da oposição nas eleições presidenciais de outubro, na visão do mercado.
A desaceleração da atividade, porém, também volta a dar tração à queda das taxas.
Um dia depois do PIB brasileiro no segundo trimestre reforçar a percepção de perda de ímpeto da economia, o crescimento de 0,2% da atividade industrial em julho ficou aquém do esperado, o que pode ampliar as apostas em cortes adicionais da taxa Selic pelo Banco Central.
Por volta de 9h15, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2027 oscilava de 13,585%, do ajuste da véspera, para 13,58%; a do DI de janeiro de 2028 cedia de 13,75% a 13,705%; a do DI de janeiro de 2029 recuava de 14,115% para 14,03%; e a do DI de janeiro de 2031 tinha queda de 14,405% a 14,315%.
