Júri popular de PMS envolvidos na morte do estudante Thiago Flausino é adiado
O júri popular de dois PMS envolvidos na morte do estudante Thiago Flausino, na Cidade de Deus, em 2023, que ocorreria nesta terça-feira, foi adiado. O menino, de 13 anos, foi morto a tiros durante uma operação da polícia militar na comunidade.
Pra conseguir o adiamento, as defesas dos dois PMs, réus no processo, alegaram que não tiveram acesso a todo o conteúdo. O júri foi adiado para o dia 10 de fevereiro. A notícia revoltou parentes de Thiago. A mãe dele, Priscila Menezes, chegou a desmaiar ao ser informada da decisão judicial.
A juíza Elizabeth Machado Louro entendeu que apenas 2 agentes participaram efetivamente do assassinato de Thiago: Diego Pereira Leal e Aslan Wagner Ribeiro de Faria. Em depoimento, ambos confirmaram que atiraram contra o menino. Eles são acusados de homicidios e fraude processual.
Antes do julgamento, a família organizou um ato pedindo justiça, na porta do tribunal. Também estiveram presentes na manifestação familiares de outras vítimas mortas por agentes de segurança. A mãe de Thiago, Priscila Menezes, contou sobre a dor da perda do filho e pediu por justiça.
Thiago foi morto a tiros durante uma operação policial na madrugada do dia 7 de agosto de 2023. Ele estava de moto na rua principal da comunidade Cidade de Deus, quando foi atingido.
Ele foi atingido por três tiros. Thiago não portava armas e não havia confronto com a polícia no momento em que foi atingido. Há cenas do jovem sendo executado, mesmo depois de imobilizado.
Os dois agentes em julgamento eram do Batalhão de Choque da PM. Na tentativa de justificar os disparos, os PMs manipularam a cena do crime e plantaram uma arma para sustentar a versão de confronto.
Inicialmente, quatro policiais foram acusados do assassinado de Thiago. Mas dois deles foram soltos pela Justiça.
