Júri condena cidade nos EUA a pagar R$ 156 milhões de indenização por abuso sexual de aluno em escola pública

 

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Um júri do Tribunal Superior do Condado de Essex condenou, nesta quarta-feira, o Conselho de Educação de Newark e a prefeitura da cidade a pagar uma indenização de US$ 30 milhões (cerca de R$ 156 milhões) a um homem que foi abusado sexualmente por um professor quando tinha cerca de 9 anos. Os crimes ocorreram ao longo de quatro anos, na década de 1990, durante um programa extracurricular em uma escola pública da cidade.

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Segundo os advogados da vítima, hoje com 44 anos, os abusos aconteciam repetidamente em um pequeno escritório sem janelas, localizado atrás do ginásio da escola, enquanto outras crianças brincavam a poucos metros de distância. O espaço tinha um sofá, um arquivo e uma escrivaninha. Em algumas ocasiões, o professor oferecia biscoitos e leite ou figurinhas esportivas; em outras, pagava US$ 3 por abuso.

De acordo com o relato apresentado ao júri, beijos e carícias evoluíram para estupros frequentes, cometidos tanto dentro da escola quanto no carro do professor, estacionado próximo ao local. O agressor era John Cantalupo, responsável pelo programa extracurricular da Ann Street School, no bairro de Ironbound, em Newark. Ele se suicidou em 1995, após denúncias virem à tona.

O veredicto responsabilizou 70% dos danos ao Conselho de Educação de Newark, 20% à prefeitura e 10% ao espólio do professor. Para o júri, houve negligência institucional, sobretudo após o menino relatar os abusos a outra professora, que não comunicou o caso às autoridades. Embora esse docente não tenha sido condenado individualmente, o conselho escolar foi considerado omisso.

Os advogados destacaram que se trata da maior indenização desse tipo já concedida em Nova Jersey desde a aprovação de uma lei, em 2019, que ampliou o prazo de prescrição e permitiu que sobreviventes de abuso sexual com menos de 55 anos ingressassem com ações judiciais.

Em nota, o Conselho de Educação afirmou estar comprometido com a segurança dos alunos e disse não tolerar qualquer conduta inadequada contra crianças, mas não informou se recorrerá da decisão. Já o procurador da cidade de Newark declarou que a prefeitura condena o abuso sexual, mas pretende recorrer do veredicto.

Segundo um dos advogados da vítima, Vincent Nappo, os réus rejeitaram uma proposta inicial de acordo de US$ 3,9 milhões (cerca de R$ 20,3 milhões). O júri levou apenas duas horas para chegar à decisão final.