Juntos, Lula e Flávio respondem por quase 80% dos gastos dos presidenciáveis; veja o ranking com todos os valores

Juntos, Lula e Flávio respondem por quase 80% dos gastos dos presidenciáveis; veja o ranking com todos os valores - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) lideram o ranking de gastos declarados durante os primeiros 30 dias de campanha pelos candidatos que concorrem ao Planalto. Dados declarados ao Tribunal Superior Eleitoral mostram que o petista desembolsou R$ 65 milhões ao longo do último mês, R$ 10 milhões a mais que os R$ 55 milhões gastos pela campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Juntos, os valores correspondem a 77% do montante declarado por todos os presidenciáveis. 'Se pedir para fazer campanha em igreja, não vou':Lula reúne evangélicos no Planalto e critica uso político da religião Disputa presidencial: Flávio volta a vincular Lula ao STF para desgastar adversário e diz que julgamento sobre Moraes é ‘esperança’ A maior fatia dos gastos listados por Lula (R$ 40,7 milhões) foi declarada sob a rúbrica "serviços prestados por terceiros", seguida pelo valor desembolsado para o financiamento de eventos de promoção da candidatura (R$ 6,3 milhões). Entre os presidenciáveis, o petista também teve o maior gasto com custeio de serviços advocatícios (R$ 4 milhões) e com despesas para a publicidade da campanha.

Foram R$ 3,8 milhões gastos na produção de adesivos, R$ 3,1 milhões na fabricação de materiais impressos e R$ 2,6 milhões destinados ao impulsionamento de conteúdos publicados nas redes sociais. A equipe do também desembolsou, até o momento, R$ 1,5 milhão em pesquisas e testes eleitorais.

Dados do Divulgacand também indicam que a campanha de reeleição de Lula também é responsável pela terceira maior contratação de um prestador de serviço na eleição deste ano, atrás somente da Meta, paga para o impulsionamento de posts, e da empresa Dlocal Brasil, processadora de pagamentos que opera no Brasil. A equipe do petista firmou um contrato de R$ 31 milhões com a Delta3 Comunicação e Projetos Ltda. Os donos da agência são os publicitários baianos Chico Kértesz e Raul Rabelo, sócios em outra empresa do ministro Sidônio Palmeira. Mesmo responsável pela Secretaria de Comunicação do governo, Sidônio foi formalmente afastado do dia a dia da campanha em agosto após descontentamentos expressos do presidente, mas seguiu opinando sobre as estratégias eleitorais, como mostrou o GLOBO.

Veja o ranking completo das despesas declaradas pelos presidenciáveis: Lula (PT): R$ 65,6 milhões Flávio Bolsonaro (PL): R$ 55,7 milhões Ronaldo Caiado (PSD): R$ 24,2 milhões Romeu Zema (Novo): R$ 4,1 milhões Renan Santos (Missão): R$ 1,2 milhões Clariana Barão (DC): R$ 998 mil Hertz Dias (PSTU): R$ 975 mil Samara Martins (UP): R$ 638 mil Veterinário Wilson Grassi (Democrata): R$ 488 mil Augusto Cury (Avante): 265 mil Edmilson Costa (PCB): R$ 14,1 mil Rui Costa Pimenta (PCO): R$ 137,30 Pablo Marçal (PRTB) - inapto: 0 Leonardo Avalanche (PRTB): 0 Gastos de Flávio Bolsonaro Principal adversário de Lula na corrida presidencial, Flávio Bolsonaro também teve a maior parcela das despesas declaradas por sua campanha (R$ 41 milhões) direcionada para o pagamento de "serviços prestados por terceiros", enquanto R$ 3,3 milhões foram usados para a contratação de advogados e R$ 3,1 milhões para o financiamento de meios de transporte ou deslocamentos. O senador também registrou gastos inferiores aos de Lula para impulsionar conteúdos (R$ 900 mil) e na encomenda de pesquisas eleitorais (R$ 765 mil).

No entanto, a empresa F.A.R.O. Propaganda e Publicidade Ltda., do marqueteiro Duda Lima, no entanto, responsável pela campanha de Flávio, aparece como o quinto maior fornecedor e prestador de serviços desta eleição. Pelo valor de R$ 15,8 milhões, a agência foi contratada pela campanha do presidenciável e pelo diretório estadual do PL em São Paulo para atender candidatos a deputado estadual do partido. O publicitário passou a comandar a estratégia do senador após o desembarque de dois outros profissionais, Eduardo Fischer e Marcello Lopes, conhecido como "Marcelão". O segundo foi apontado pela Polícia Federal (PF) como autor de um repasse de R$ 1 milhão à produtora do filme “Dark Horse”.

Outros candidatos Na frente da empresa de Duda Lima, no entanto, aparece a agência Epsos Brasil Estratégia, Comunicação e Tecnologia, contratada por R$ 20 milhões e administrada pelo marqueteiro Marcos Carvalho. Ele está por trás da campanha do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) desde a saída do publicitário Paulo Vasconcelos no mês passado, após divergências internas sobre os ataques contra Flávio feitos pelo candidato.

No ranking de despesas gerais declaradas pelos presidenciáveis, Caiado, no entanto, fica em terceiro lugar, com R$ 24 milhões. Em seguida, aparecem o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), com R$ 4,1 milhões gastos, e Renan Santos (Missão), com R$ 1,2 milhão desembolsados. Entre os principais candidatos, o ex-mandatário mineiro e Renan são os únicos que informam gastos com segurança, apesar de todos os presidenciáveis terem acesso a uma escolta especial oferecida pela PF. O psiquiatra Augusto Cury (Avante), por sua vez, fica em décimo lugar no ranking depois de ter desembolsado R$ 265 mil nos últimos 30 dias, dos quais a maior parcela (R$ 120 mil) foi usada para o impulsionamento de conteúdos online. No final do mês passado, em meio ao crescimento registrado por ele nas redes sociais e nas pesquisas de intenção de voto, o escritor chegou a ser acusado por adversários de patrocinar de forma irregular conteúdos sobre o candidato. As alegações foram rebatidas pela campanha, que argumentou que o salto no interesse dos eleitores por Cury era orgânico.

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site O Globo