Júnior critica posturas de Flamengo e Leonardo Jardim em meio à demissão de Filipe Luís: 'Valores precisam ser respeitados'

 

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O ex-lateral Júnior criticou as posturas da diretoria do Flamengo e de Leonardo Jardim, prestes a ser anunciado como novo técnico da equipe no lugar de Filipe Luís, demitido na madrugada desta terça-feira. De acordo com o ídolo rubro-negro, tanto o clube quanto o treinador português não respeitaram os "valores" ao sentarem para negociar a chegada do futuro comandante enquanto o brasileiro ainda estava no cargo.

— Me estranha o treinador já negociar com outro clube quando há um técnico com o contrato ainda em vigência. Certos valores precisam ser preservados sempre. Nisso ficou evidenciado que certo valores não foram colocados acima de resultados esportivos. Mas basta dois resultados positivos para apagar tudo — falou o atual comentarista da TV Globo.

Por outro lado, Júnior reconheceu o bom trabalho feito por Jardim no Cruzeiro e lembrou que, no fim das contas, serão os resultados do português no Flamengo que definirão se foi uma boa escolha ou não. Ainda assim, fato é que o novo treinador terá "nas costas" a pressão de suceder um técnico vencedor e com enorme identificação junto da torcida.

'Exposição desnecessária'

Além de criticar a postura da diretoria do Flamengo por negociar com outro treinador enquanto mantinha Filipe Luís no cargo, Júnior definiu como "desnecessária" a ida do treinador à entrevista coletiva após a vitória por 8 a 0 contra o Madureira. Segundo ele, esse foi um "exemplo muito ruim" e uma "falta de respeito" por parte do rubro-negro com o ex-comandante e ídolo.

— O treinador que vai chegar já estava sendo contactado há muito tempo. O que se sabe é que Filipe Luís nunca foi das graças do presidente, principalmente por conta da negociação pela renovação no final de ano, mas essa negociação faz parte. Só que naquele momento era difícil não renovar o contrato do Filipe por conta das conquistas. Dá a impressão que esperaram um momento ruim para fazer algo que deveria ter sido feita lá atras, antes da renovação — afirmou Júnior, que também falou da ausência do diretor técnico José Boto.

— O maior problema é a forma como a demissão foi feita. Primeiro que não se tratava de um qualquer. É um cara que tem história no clube como jogador e treinador, como poucos tiveram. O presidente tem todo o direito de mandar embora quem quiser, é prerrogativa da função dele, mas da forma como foi feita... e a omissão do diretor de futebol, Boto, ficou muito evidente. Acho que, na verdade, a exposição que colocaram ele foi desnecessária. Qual a necessidade de deixar ele ir em coletiva? Foi colocado lá para ser execrado. Deveria ir o diretor de futebol e dizer que o técnico estava sendo demitido.