Julianne Moore diz que não quer mais atuar em filmes de ação: 'Elevam a tensão sem sentimento real por trás'

 

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Renomada em Hoolywood, Julianne Moore já foi vista em diferentes filmes de ação ao longo de sua carreira, como "Sem escalas" (2014) e "Kingsman: O Círculo Dourado" (2017), ou mesmo em "Hannibal" (2001), que é categorizado como terror, mas conta com cenas de violência. No entanto, a atriz revelou que não tem mais interesse em trabalhar em obras deste tipo. Em entrevista à revista Variety, ela contou que o mundo já anda em momento onde as coisas estão difíceis, em suas próprias palavras, e se interesse portanto por outras obras, inclusive como espectadora.

— Não gosto de ver alguém sendo assassinado. Não gosto de explosões e armas. Não gosto de histeria. Não gosto de coisas que elevam a tensão sem um sentimento real por trás. Quer dizer, isso realmente me incomoda porque é como barulho. Não sei como lidar com isso. Não quero assistir — avaliou ela.

Moore contou à publicação que vem sendo mais seletiva com seus papéis como veterana. Aos 65 anos, ela irá receber o prêmio Kering Women in Motion Award no Festival de Cannes deste ano. Para ela, o interesse por tragédias também vem sendo cada vez menor.

— Estou cada vez menos interessada em tragédias, eu diria. Principalmente agora, em um momento em que as coisas estão difíceis globalmente, é difícil para mim me envolver em uma história que eu acho que é fingida, onde sinto que a profundidade da emoção não corresponde ao que está acontecendo no mundo — completou.

'O quarto ao lado', de Almodóvar, estrelado por Julianne Moore e Tilda Swinton

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O último papel de Moore nos cinemas foi no filme "O quarto ao lado", do diretor Pedro Almodóvar, em que interpreta Ingrid. Na trama, ela tenta ajudar uma amiga que está com uma doença terminal, vivida por Tilda Swinton.

Moore atua em filmes americanos desde 1990. Ela conquistou o Oscar de Melhor Atriz pelo filme "Para Sempre Alice", de 2014. Durante a entrevista na França, onde viajou para o festival, ela também ressaltou a importância da representatividade feminina na indústria cinematográfica.

— Não há representatividade em cargos de alta direção, não há representatividade na mídia, não há representatividade no ensino superior. Há muitos lugares onde não temos a representatividade que merecemos. Então, sinto que é um problema maior. E como mudar isso? Não sei. É como um rato que atravessa uma parede: uma mordida de cada vez. Você faz isso devagar, com firmeza, conscientemente, fazendo escolhas, se manifestando, usando seus privilégios, contratando mais, falando sobre alianças, mudando as coisas para nós no set — avaliou.