Juíza determina que mulher mais rica da Austrália divida parte da fortuna de R$ 134 bi com herdeiros; entenda
A mulher mais rica da Austrália, Gina Rinehart, sofreu uma derrota na Justiça de seu país nos últimos dias. Com um patrimônio estimado em 27 bilhões de dólares (mais de R$ 134 bilhões na atual cotação), ela terá que se desfazer de parte desta fortuna. Nesta quarta-feira (13), a Suprema Corte do país decidiu que ela deverá pagar royalties passados e futuros a outros herdeiros, que reivindicavam os valores. No entanto, os direitos de mineração permanecerão com ela, segundo a BBC.
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Ela herdou um império de mineração de ferro de seu pai, ainda em 1992. Ele havia desenvolvido minas de ferro em Pilbara, uma região rica em minerais da Austrália Ocidental. O que estava sendo cobrado na Justiça eram os lucros de Hope Downs, um dos maiores e mais lucrativos projetos de minério de ferro da Oceania. A ação era movida por dois de seus filhos e os herdeiros do sócio de Lang Hancock, pai da magnata.
A corte analisou o acordo feito entre o pai de Rinehart e seu sócio, Peter Wright, pioneiros da mineração de minério de ferro na Austrália Ocidental. A decisão vem depois de 13 anos de disputa judicial. A mina é operada em conjunto com a Rio Tinto, uma gigante global de mineração. No ano passado, o projeto contribuiu com quase US$ 596 milhões (quase R$ 3 bilhões) para a empresa de Rinehart.
A juíza do caso, Jennifer Smith, determinou que metade dos 2,5% dos royalties que a Rio Tinto paga a Hancock Prospecting fossem para os herdeiros que cobram os seus valores.
Já Bianca Rinehart e John Hancock, filhos de Gina Rinehart, afirmaram que o avô pretendia compartilhar a fortuna pelas minas do projeto Hope Downs com os dois. No entanto, a mãe teria feito uma manobra para impedir que o dinheiro chegasse a eles, já que havia transferido direitos lucrativos de mineração de um fundo fiduciário familiar para uma filial da empresa à qual eles não tinham acesso.
