'Judiciário invade competência do Parlamento', diz Carlos Viana sobre decisão do STF na CPMI do INSS
O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, fez um manifesto nesta quinta-feira (19) ao Supremo Tribunal Federal (STF) criticando a decisão da Corte que desobrigou a presidente da Crefisa e do Palmeiras, Leila Pereira, de prestar depoimento à comissão. Segundo o senador, o Judiciário invade uma competência do Parlamento e limita os poderes de investigação da CPI e ressaltou que cabe ao Congresso definir o alcance da investigação e decidir quem deve ser ouvido.
Na noite desta quarta-feira (18), Viana divulgou nota para rebater a Polícia Federal sobre uma suposta interferência da CPMI em provas da investigação. A Comissão classificou como "precipitada" a comunicação pública da PF, o que gerou um "ruído desnecessário". E disse que agiu estritamente dentro da lei ao pedir informações diretamente à empresa Apple. Com caráter apenas informativo, para auxiliar na investigação negando manipulação de provas e interferência.
Viana disse que não quer disputar com a PF e está otimista em relação à prorrogação da CPMI.
A CPMI do INSS vai ouvir nesta quinta Artur Ildefonso Brotto Azevedo, CEO do C6 Consignado, e também votar requerimentos de convites ao atual e ex-presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo e Roberto Campos Neto. Além do pedido compartilhamento das quebras de sigilo de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que já estão com a CPI do Crime Organizado.
O prazo para os trabalhos CPMI acaba na semana que vem e a cúpula ainda tenta uma decisão favorável no STF para obrigar o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, a prorrogar os trabalhos. Mas no Congresso o fim já é dado como certo, até porque o Centrão e o PT trabalham para pôr fim à CPMI, diante dos riscos de mais desgaste com as investigações sobre o Banco Master e Lulinha.
Nessa quarta, no plenário, Alcolumbre chamou o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, de mitômano e o desmentiu de que havia proposto um acordo para derrubar os vetos ao PL da dosimetria em troca do partido desistir da CPMI do Banco Master.
'Aquilo é uma doença, chama-se mitômano, a pessoa que mente reiteradas vezes e acredita na sua mentira. Eu nunca, absolutamente nunca, tratei o Valdemar da Costa Neto em relação a este assunto da sessão do Congresso, da votação dos vetos da dosimetria, manutenção ou derrubada ou sobre CPI do Banco Master'.
