Jovem paraplégica dá primeiros passos após mais de 10 anos sem andar e emociona internautas; vídeo
Um vídeo publicado em outubro de 2025 e que voltou a circular nos últimos dias nas redes sociais tem emocionado milhões de usuários ao redor do mundo. Nas imagens, a americana Jessica Tawil aparece dando seus primeiros passos em mais de uma década com o auxílio de um exoesqueleto, tecnologia vestível que permite a pessoas com paralisia voltar a caminhar.
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Jessica ficou impossibilitada de mover as pernas após um grave acidente de carro em Nova Jersey, nos Estados Unidos, em novembro de 2014, quando tinha 16 anos. A colisão provocou uma lesão severa na medula espinhal, deixando-a paraplégica na altura da vértebra T6, condição que a mantém em cadeira de rodas desde então.
Assista:
Jovem paraplégica dá primeiros passos após mais de 10 anos sem andar e emociona redes
Hoje com 27 anos, ela compartilha sua rotina e os desafios da deficiência em vídeos publicados no TikTok, onde soma milhões de seguidores. Em um dos registros mais recentes,que já ultrapassou 370 milhões de visualizações, Tawil aparece emocionada ao se levantar com o equipamento e ensaiar os primeiros passos.
“Meu Deus… ok, ok, ok”, diz ela, ainda incrédula. Em seguida, faz uma pausa, visivelmente abalada, antes de retomar: “Ok, nada mal. Nada mal.”
Tecnologia que devolve movimentos
Os exoesqueletos utilizados por pessoas com lesão medular são dispositivos motorizados, geralmente construídos com metal e fibra de carbono, equipados com sensores capazes de interpretar os movimentos do corpo. A tecnologia capta sinais como inclinações do tronco ou comandos manuais e os transforma em passos coordenados.
Pesquisas apontam que, além de permitir a locomoção, o uso desses equipamentos pode trazer benefícios físicos e psicológicos. Um estudo publicado em 2022 no Journal of Personalized Medicine destaca melhorias na força muscular, densidade óssea, circulação e até no bem-estar emocional de pacientes com paraplegia.
Para Tawil, a experiência vai além da tecnologia. Em um relato nas redes sociais, ela descreveu o momento como um reencontro com sua versão mais jovem: uma forma de resgatar parte da vida interrompida pelo acidente.
Jessica Tawil
TikTok/jesstawil
Uma rotina marcada por desafios
Apesar do avanço proporcionado pelo exoesqueleto, a rotina da jovem ainda é repleta de limitações. Sem sensibilidade da cintura para baixo, ela precisa adaptar tarefas simples do dia a dia, como se deitar, entrar no carro ou mudar de posição durante a noite.
A condição também traz riscos à saúde, como episódios de disreflexia autonômica, um aumento súbito e perigoso da pressão arterial. Ainda assim, Tawil usa sua visibilidade para informar e conscientizar o público sobre a realidade de pessoas paraplégicas.
“Quero que as pessoas entendam como é viver assim, para valorizarem mais o que têm”, afirmou em um de seus depoimentos nas redes sociais.
