O jovem Luke Jermaine revelou que descobriu um câncer raro em estágio avançado aos 26 anos, depois de confundir os sintomas com uma gripe, em Cardiff, no Reino Unido.
A história começou quando Luke sentiu uma dor persistente na parte interna da coxa em junho de 2020, mas como ele era bem ativo e participava de corridas, achou que fosse um aviso para uma possível gripe ou resfriado.
Mal ele sabia que, no futuro, os médicos diriam à sua família que ele tinha apenas 30% de chance de vida.
No mês seguinte, a dor piorou consideravelmente, o que fez com que ele decidisse ir a um pronto-socorro da cidade.
Ao chegar ao local, a equipe prescreveu analgésicos e o mandou de volta para casa, mas a dor piorou.
“Eu tinha que ir para casa no meio do expediente porque sentia tanta dor que não conseguia andar”, disse ao portal Daily Mail.
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O diagnóstico raro de Luke
Já no mês de agosto, além das dores persistentes, o jovem também teve febre alta e decidiu novamente procurar ajuda médica em um hospital, onde foi submetido a alguns exames, principalmente o de coleta de amostra de tecido da sua coxa, para verificar se havia algo grave.
Ao se deparar com exames mais específicos, ele achou que tudo seria resolvido.
“Por algum motivo, eu era completamente ingênuo em relação a tudo isso.
Achei que seria fácil de ser resolvido”, contou Luke Jermaine.
Após longos meses de dor e espera, o diagnóstico veio depois que o jovem passou mal e desmaiou no banheiro, porque, ao chegar ao hospital novamente, os médicos constataram que, na verdade, Luke estava com linfoma anaplásico de células T em estágio quatro.
No entanto, após a descoberta, os sintomas de Luke apenas pioraram e ele precisou ser transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde se recuperou, teve alta da UTI e, no final de outubro, já iniciou as sessões de quimioterapia.
Para o jovem, esse momento foi um dos mais delicados.
“A quimioterapia foi muito difícil.
Houve um momento durante as sessões em que meu cateter PICC [um tubo longo, fino e flexível inserido em uma veia] foi removido, fui infectado e peguei herpes-zóster”, disse.
No entanto, embora as estatísticas mostrassem poucas chances de sobrevivência, Luke conseguiu iniciar a remissão de seu câncer um ano após o diagnóstico e, hoje, aos 32 anos, voltou a correr como costumava fazer em 2020.
(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Enderson Oliveira, editor web em O Liberal)
