Jovem conta como foi parar na UTI após aplicar soro para rugas; entenda

 

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A comunicadora social e criadora de conteúdo colombiana Isabella Robayo contou aos seguidores que esteve à beira da morte após injetar um soro homeopático nas veias para tratar uma ruga que tinha na testa. Foram vários dias de angústia enquanto permaneceu internada, por isso recomendou que as pessoas não realizem esse tipo de procedimento.

— Eu queria aplicar algo em uma ruga que tenho na testa; fui a um lugar e, nesse local, também me recomendaram tomar uns soros homeopáticos para fazer um detox no meu corpo e aliviar o estresse e a ansiedade. Aceitei e fui sozinha em uma quarta-feira, às 11h da manhã, e apliquei os soros — comenta.

A mulher de 23 anos seguiu a recomendação e nunca imaginou que o soro que estava sendo injetado em uma das veias do braço a levaria para a UTI, a ponto de lutar pela própria vida. Segundo o relato, assim que terminou a aplicação, começou a se sentir mal, tanto que as pessoas que a atenderam tiveram que cobri-la com um cobertor e ofereçam um chá.

— Me deu uma sensação muito ruim; senti muito frio, fiquei muito pálida, tonta e com náuseas — disse.

Mesmo sem estar se sentindo bem, decidiu fazer a aplicação na testa para tratar a ruga. No entanto, no caminho para casa, os calafrios voltaram e ela não conseguia parar de tremer.

— Comecei a pular. Ou seja, eu já não estava mais tremendo, estava literalmente pulando na cama, meu coração disparou, comecei a suar frio, não conseguia respirar direito e enxergava tudo muito embaçado — conta Robayo.

Ela se deitou achando que aquilo era normal e que provavelmente só precisava descansar para melhorar. Porém, 15 minutos depois, levantou suando e com os batimentos cardíacos completamente alterados.

— Vomitei, vomitei, vomitei muito e já não tinha forças. A única coisa que fiz foi me deitar no chão do banheiro, esperando a minha hora. Eu precisava avisar alguém, então corri para a cama sem conseguir enxergar onde estava. Nem forças para pegar o celular eu tinha. Liguei para minha irmã e disse: ‘Irmã, estou desmaiando’, e desliguei — conta.

Primeiro diagnóstico

Ao perceber que não melhorava, Isabella foi para o hospital. Lá, fizeram vários exames para descobrir o que estava acontecendo e por que apresentava aqueles sintomas.

"Paciente de 23 anos com choque de provável origem infecciosa, com foco ainda não identificado, apresentando resposta até o momento à hidratação. Entre os exames, presença de leucopenia, hipocalcemia, gases arteriais alterados e acidose metabólica", diz o laudo.

Ela ficou três noites e quatro dias no hospital. De acordo com seu relato, os médicos precisaram reanimar a veia porque o quadro era muito grave e ela poderia sofrer um infarto.

— Estive a um minuto de ter um infarto. Meus pais chegaram, a médica intensivista também, e o primeiro diagnóstico — a primeira hipótese — foi que introduziram uma infecção na minha corrente sanguínea por causa da picada dos soros. Foi isso que pensaram durante quatro dias, enquanto aguardavam os resultados — relata.

Robayo também contou que, ao perceberem a gravidade do quadro, os médicos precisaram aplicar um medicamento pela jugular, porque as veias do braço “já não davam conta” e a medicação precisava ser administrada diretamente, por se tratar de uma emergência. Mas ela não melhorava com nada do que recebia; pelo contrário, sentia que estava piorando, a ponto de acreditar que realmente teria um infarto e morreria.

— Eu sentia como se tivesse entrado um gás ou um frio no peito e uma pressão muito forte. Então começava a sentir que esquecia de respirar. Tiveram que fazer um eletrocardiograma de urgência para ver como o coração estava funcionando. Graças a Deus, estava funcionando bem, mas eu me sentia muito mal — contou.

Isabella Robayo não estava apenas lutando pela própria vida, como também teve a cobertura da internação negada pelo plano de saúde, o que impediu que recebesse um leito de UTI, já que o soro aplicado não havia sido fornecido pela entidade médica.

Embora tenha tentado conseguir o leito por meio do sistema de saúde, a vaga disponibilizada ficava a quatro horas de sua casa, então a família decidiu custear a internação particularmente. Em meio à espera e a tudo o que seus pais faziam para garantir o atendimento médico necessário, Isabella contou que já não sentia os batimentos do coração e que não conseguia respirar.

— Eu sentia genuinamente como o coração se movia, como o líquido entrava. Era horrível. Chegava em momentos em que eu esquecia de respirar. Cortaram a medicação para o coração normalizar, mas isso não aconteceu. Então precisaram me sedar com hidromorfona para me acalmar — afirmou.

Ao sair da primeira clínica e ser transferida para outra, o primeiro diagnóstico apontado pelos exames foi choque séptico, mas ela ainda aguardava outros resultados para determinar se havia infecção no sangue.

Diagnóstico final

Ao chegar à segunda clínica, os exames finais mostraram que ela teve um choque anafilático, causado por alguns dos componentes do soro aplicado.

— Esses soros são vendidos para a gente como homeopáticos, muito bons e sem necessidade de prescrição médica — explica.

Robayo não sabia que o medicamento continha um componente chamado equinácea, uma planta medicinal à qual ela era alérgica e que quase lhe custou a vida.

— No fim, descobri que sou alérgica à flor e, como apliquei os soros por via intravenosa, basicamente foi como se eu tivesse me envenenado — disse.

Ela permaneceu dois dias nessa segunda clínica e, apesar de ter tido várias recaídas, conseguiu receber alta. Agora está em casa, se recuperando de forma satisfatória.

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