Jornalistas são impedidos de entrar na Casa Branca, mesmo após decisão judicial que determinava acesso

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Fonte da notícia: CBN CBN

Jornalistas da CNN, Politico e MS NOW tiveram o acesso à Casa Branca negado nesta quinta-feira (24), apesar de uma decisão judicial que ordenou ao governo Trump que restabelecesse o acesso. A CNN informou que um de seus produtores conseguiu entrar às 6h da manhã, horário local, enquanto a repórter Betsy Klein e um fotojornalista tiveram o acesso negado por volta do mesmo horário. O Politico informou que um de seus repórteres teve a entrada negada e seu crachá confiscado pelo Serviço Secreto esta manhã. A MS NOW também afirmou que seu repórter foi impedido de entrar na Casa Branca.

Durante o fim de semana, Donald Trump proibiu a entrada da CNN, da MS NOW e da Politico na Casa Branca devido ao que ele chamou de 'notícias falsas' e 'reportagens acumuladas nos últimos anos'. Em resposta, os três veículos de comunicação entraram com uma ação judicial para obter acesso, alegando que seus direitos constitucionais à liberdade de imprensa haviam sido violados pelo governo Trump. E, em apoio a isso, a ABC News, a CBS News, a CNN, a Fox News Media e a NBC News disseram que não haveria cobertura televisiva conjunta dos eventos do presidente. No entanto, nesta manhã, um juiz federal ordenou ao presidente dos EUA, Donald Trump, que restabelecesse o acesso à Casa Branca para jornalistas da CNN, MS NOW e Politico. O juiz distrital dos EUA, Tim Kelly, disse que a proibição imposta aos três veículos de comunicação era provavelmente inconstitucional.

O veto coincidiu com um momento em que seus índices de aprovação estão em baixa e o Partido Republicano enfrenta o risco de perder o controle do Congresso nas eleições legislativas de meio de mandato de novembro. CNN, MS NOW e Politico apresentaram uma ação conjunta solicitando uma ordem de restrição temporária contra a proibição, argumentando que a medida violou a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que garante o direito à liberdade de imprensa. O juiz Timothy Kelly determinou que a revogação das credenciais de imprensa dos veículos "provavelmente violou seus direitos constitucionais ao devido processo", segundo a decisão consultada pela AFP. "A 'regra geral' é que 'as pessoas devem receber uma notificação e ter a oportunidade de ser ouvidas antes que o governo as prive' de um interesse protegido constitucionalmente", escreveu Kelly. O juiz decidiu que as credenciais de imprensa dos funcionários dos três veículos serão restituídas "até nova ordem do tribunal ou até a expiração desta ordem de restrição temporária", que permanecerá em vigor por 14 dias. O magistrado acrescentou que a decisão não pode ser alvo de recurso de forma imediata. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em fala com jornalistas. SAUL LOEB / AFP 'A decisão é uma vitória para os veículos de comunicação que lutam para cobrir um presidente que tem enfrentado repetidamente a imprensa', reagiu o canal MS NOW. Antes da decisão, o Departamento de Justiça havia argumentado que Trump pode "controlar o acesso dos jornalistas a áreas presidenciais restritas, como o Salão Oval". 'O acesso à Casa Branca é um privilégio, não um direito', alegou. Acusações de 'segurança nacional' Em uma carta enviada à CNN, o gabinete de imprensa da Casa Branca acusou a emissora de notícias de "traficar falsidades verificáveis sobre segurança nacional e outros temas, e de publicar informações sensíveis ou sigilosas". Acusações similares foram feitas contra a MS NOW e o Politico. A mensagem à CNN mencionava várias matérias sobre a guerra do Irã e outra sobre os planos de Trump de construir um bunker militar sob o salão de baile da Ala Leste da Casa Branca, atualmente em obras, que supostamente "revelava detalhes de construção 'ultrassecretos'". Theodore Boutrous, que representou os veículos de comunicação no tribunal na quarta-feira, disse ao juiz que Trump "não falou nada sobre segurança nacional" em sua publicação na plataforma Truth Social em que anunciou os vetos aos jornalistas. 'A ideia de que repórteres possam ser punidos pelo governo simplesmente por informar sobre questões de segurança nacional (...) sobre as quais o governo preferiria que não se informasse é simplesmente contrária aos princípios da Primeira Emenda', acrescentou.

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