Jornalista Eduardo Bueno é indiciado por discriminação religiosa

 

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O jornalista Eduardo Bueno foi indiciado nesta quinta-feira pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul por discriminação religiosa. O inquérito contra o escritor foi aberto por conta de um vídeo no qual ele dizia que evangélicos não deveriam ter direito ao voto. A defesa de Bueno afirma que ele não ocorreu preconceito religioso.

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A gravação foi derrubada das redes após um pedido feito à Justiça gaúcha pela polícia. Segundo a RBS TV, o escritor optou por se manter em silência durante o depoimento prestado às autoridades.

Os advogados, Alexandre Wunderlich e Camile Eltz de Lima, que representam Bueno, afirmaram em nota que a declaração do escritor ocorreu dentro dos limites legais do exercício de liberdade de expressão.

"A manifestação ocorreu dentro dos limites legais do exercício da liberdade de expressão e da manifestação do pensamento, trata-se de direito de crítica abstrata, tendo clara finalidade jocosa. Não ocorreu preconceito à liberdade religiosa e o indiciamento será revisto no Judiciário", disse a defesa em nota.

O caso havia sido levado à polícia pelo vereador de Porto Alegre, Tiago Albrecht (NOVO), e a deputada federal suplente Samila Monteiro (Novo). Na época, Albrecht afirmou que as declarações de Bueno eram "um ataque direto à dignidade de milhões de brasileiros".