Jornalista é agredida por agente de segurança ao tentar fazer pergunta à presidente do parlamento da Bulgária; vídeo

Jornalista é agredida por agente de segurança ao tentar fazer pergunta à presidente do parlamento da Bulgária; vídeo - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

A jornalista búlgara Sonya Koltuklieva foi agredida por um agente do Serviço Nacional de Segurança (NSO) ao tentar fazer uma pergunta à presidente da Assembleia Nacional da Bulgária, Mihaela Dotsova, em Sófia, capital do país. O episódio, registrado em vídeo, provocou um escândalo político no país e ganhou repercussão internacional.

Koltuklieva foi derrubada durante a abordagem e precisou ser levada a um hospital, onde, segundo seu relato, foi identificada uma fratura no ombro. Atrás nas pesquisas, Trump quer barrar possível vitória de democrata em disputa do Senado no Alasca

Caso Christa Pike: Um terço dos americanos defende nova tentativa de execução, diz agência Segundo a emissora búlgara Btv Novinite, o incidente aconteceu na tarde de quinta-feira (22), na avenida Hristo Botev, quando Dotsova estava dentro de um carro.

Segundo as informações divulgadas sobre o caso, Koltuklieva abriu a porta do veículo e insistiu em fazer uma pergunta à presidente do Parlamento. Um funcionário do NSO interveio com o golpe e derrubou a jornalista.

Após a agressão, Koltuklieva foi encaminhada para a Academia Médica Militar de Sófia. A instituição confirmou que ela passou por exames médicos e recebeu alta para continuar o tratamento em casa.

A jornalista afirmou que os médicos constataram a fratura no ombro. O caso rapidamente se transformou em uma crise política.

O partido GERB-UDF, que havia pedido a renúncia de Dotsova um dia após o episódio, divulgou uma segunda posição nesta sexta-feira (23) e afirmou que não apresentará assinaturas para exigir formalmente a saída da presidente do parlamento. Repórter foi agredida por segurança de presidente do parlamento búlgaro

Reprodução / X / @KRONIKInsights A legenda, porém, manteve as críticas à parlamentar e cobrou que ela assuma responsabilidade política pelo ocorrido.

Segundo o GERB-UDF, é necessário distinguir a responsabilidade criminal do agente de segurança da responsabilidade política da presidente da Assembleia Nacional. — Está claro para nós que o funcionário da NSO será usado convenientemente para encobrir o escândalo — afirmou o partido à emissora, classificando o comportamento no episódio como “inaceitável e incompatível com a responsabilidade e autoridade da instituição e de seu presidente”.

O GERB-UDF também afirmou esperar que Dotsova e o partido Bulgária Progressista reconsiderem sua postura. — A renúncia não deve ser resultado de pressão política, mas da consciência da própria responsabilidade.

Porque o respeito pelo parlamento começa com aqueles que o lideram — declarou a legenda. Na primeira manifestação sobre o episódio, o GERB havia pedido ainda uma investigação imediata e independente sobre a atuação dos funcionários do NSO.

O partido criticou especialmente a ausência, segundo a legenda, de uma reação pública e de preocupação visível da presidente do parlamento após a agressão. O partido chegou a anunciar uma mobilização para convocar uma sessão extraordinária da Assembleia Nacional e pedir a saída de Dotsova.

Foram reunidas 39 assinaturas, mas seriam necessárias 80 para convocar a sessão. Agente é acusado

Enquanto o debate político avançava, o Ministério Público do Distrito Militar de Sófia abriu uma investigação contra o agente envolvido na agressão. Martin Varadinov, funcionário do Serviço Nacional de Segurança, foi detido por até 72 horas e acusado de causar lesão corporal de gravidade moderada.

O Ministério Público informou que a vítima e testemunhas já foram ouvidas. Investigadores também analisam gravações do episódio e devem reunir outras provas e solicitar os exames periciais considerados necessários.

A promotoria pretende pedir à Justiça que Varadinov permaneça preso preventivamente. Se a acusação for comprovada, o agente poderá ser condenado a uma pena de dois a dez anos de prisão.

O advogado de Varadinov, Tervel Georgiev, afirmou que comentaria o caso após a audiência judicial A audiência começou às 19h desta sexta-feira, mas a equipe de reportagem da Btv Novinite, que acompanhava o caso, não foi autorizada a entrar na sala do tribunal.

O episódio segue sob investigação.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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