Jornal português aponta Flamengo como favorito ao título brasileiro e vê Fluminense como azarão de peso

 

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O jornal português A Bola publicou nesta semana uma análise sobre o Brasileirão em que coloca o Flamengo como principal favorito ao título de 2026 e trata o Fluminense como uma das apostas capazes de furar o domínio financeiro do campeonato. Para o diário esportivo, o futebol brasileiro vive hoje uma espécie de “espanholização” — ou até “germanização” — com o Rubro-Negro assumindo papel semelhante ao do Bayern de Munique na Alemanha.

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Segundo a publicação, Flamengo e Palmeiras concentram poder financeiro e esportivo e venceram sete das últimas dez edições do torneio, formando um duopólio que reduziu a imprevisibilidade histórica da competição. Ainda assim, o jornal destaca fatores que podem reabrir a disputa, como o impacto da Copa do Mundo de 2026, que dividirá o calendário do Brasileirão em “antes” e “depois” do Mundial, além da influência direta das janelas de transferências europeias em plena reta decisiva.

A Bola faz apostas para o Brasileirão

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Atual campeão brasileiro e continental, o Flamengo aparece no topo da lista de favoritos elaborada por A Bola, à frente do Palmeiras, treinado pelo português Abel Ferreira, descrito como o técnico mais longevo e vitorioso do futebol brasileiro nas últimas três décadas. O Cruzeiro, impulsionado por investimentos milionários — como a contratação de Gerson por 27 milhões de euros — completa o grupo principal de candidatos.

Na segunda prateleira, o jornal português aponta o Fluminense como o principal “outsider”. Reforçado e com um elenco considerado mais profundo, o Tricolor é visto como capaz de surpreender o duopólio, assim como Bahia, Atlético-MG e Botafogo, este último campeão em 2024, mas hoje em processo de reformulação.

A análise também ressalta o peso crescente da presença portuguesa no futebol brasileiro. Além de Abel Ferreira, A Bola destaca o retorno de Luís Castro ao país, agora no comando do Grêmio, e o protagonismo de jogadores lusos como Cédric, do São Paulo, e Nuno Moreira, do Vasco. Nos bastidores, dirigentes portugueses como José Boto, no Flamengo, e Admar Lopes, no Vasco, também são citados como peças relevantes na engrenagem do campeonato.