A passagem de apenas 17 dias de Paolo Maldini e Leonardo pela direção técnica da seleção italiana segue repercutindo na imprensa local. Em editorial publicado nesta terça-feira, o editor do Corriere dello Sport, Ivan Zazzaroni, afirmou que a dupla cometeu uma série de equívocos durante o processo de reestruturação da equipe, mas classificou a decisão de deixar os cargos como o maior deles. Gabriel Jesus mira marca histórica e pode superar Firmino e Ederson na Premier League; entenda Lewandowski recusou R$ 1,16 bilhão para esperar o Barcelona, diz empresário No texto intitulado "Os 17 dias de Maldini e Leonardo: Como um gato em uma estrada circular", o jornalista analisa a crise vivida pela Federação Italiana de Futebol (FIGC) e também responsabiliza o presidente Giovanni Malagò pela condução do projeto. Segundo Zazzaroni, a proposta de uma gestão compartilhada para definir o novo treinador da seleção ignorou um fator determinante: a reação da opinião pública à possibilidade de Andrea Pirlo assumir o comando da equipe. "A seleção nacional não é um clube e nunca será. É o time de todos", escreveu o editor, destacando que a rejeição ao nome de Pirlo ganhou força entre torcedores, imprensa e redes sociais. O editorial também enumera os principais erros atribuídos a Maldini e Leonardo. Entre eles, a tentativa de contratar Carlo Ancelotti, que possui contrato com a seleção brasileira, a investida para convencer Pep Guardiola a deixar o Manchester City e, posteriormente, a escolha de Pirlo, que também tinha vínculo com outro clube e enfrentava questionamentos extracampo. Na avaliação do jornalista, essas decisões ampliaram o desgaste da nova gestão logo nos primeiros dias de trabalho. Ainda assim, ele considera que a renúncia da dupla foi precipitada. "O maior erro de Maldini e Leonardo, na minha opinião, foi se demitirem justamente quando Malagò lhes pediu para continuarem trabalhando pelo futebol italiano ao lado de um treinador mais experiente", afirmou. Zazzaroni conclui o texto afirmando que Paolo Maldini sempre buscou autonomia total em seus projetos, mas pondera que esse modelo dificilmente se aplica ao comando da seleção italiana. "Paolo sempre exigiu carta branca, mas no futebol não se pode reivindicar esse tipo de autonomia; no máximo, ela é concedida pelos outros", encerra o editorial.
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Jornal italiano critica saída de Maldini e Leonardo da federação: 'Maior erro foi desistir'
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O Globo
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