A Jordânia anunciou nesta terça-feira ter matado mais de 20 combatentes do Estado Islâmico em um ataque aéreo lançado na segunda contra a Síria, em uma ofensiva que abriu um incidente diplomático entre Amã e Damasco. Embora fontes jordanianas tenham argumentado que o ataque foi coordenado entre os países, a reação do governo sírio foi condenar os bombardeios como uma violação de espaço aéreo.
Oriente Médio: Irã mantém negociações com Arábia Saudita, Turquia e Paquistão em meio ao temor de nova escalada da guerra Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp
Quer morar fora? Guia interativo reúne informações sobre 36 países — Os resultados preliminares dessas operações indicam perdas significativas entre as fileiras do Daesh [uma das terminologias para o EI], estimada em mais de 20 combatentes, e a destruição de um grande depósito de armas pertencente à organização — afirmou o porta-voz do governo jordaniano Mohammed al-Momani.
A ofensiva, liderada por caças da Força Aérea jordaniana, foi uma resposta a um atentado terrorista na semana passada contra uma igreja greco-ortodoxa na província de Karak, que deixou nove mortos e 34 feridos. Ainda de acordo com Momani, a ação teria sido coordenada com o governo de Damasco — o que foi rejeitado nesta manhã.
Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores sírio expressou "condenação e rejeição, nos termos mais veementes" ao ataque jordaniano, enquanto a mídia estatal afirmou que ao menos cinco pessoas, incluindo mulheres, crianças e ao menos um idoso foram mortos pelo ataque.
A chancelaria classificou ainda o caso como "uma violação inaceitável do espaço aéreo", realizada "sem qualquer coordenação prévia" e se referindo ao caso também como "uma violação flagrante dos princípios de boa vizinhança e da soberania nacional síria".
O governo sírio anunciou ainda o fechamento de uma passagem de fronteira usada por passageiros e mercadorias com a Jordânia, e disse que "canais diretos de comunicação" foram estabelecidos com Amã, enquanto "investigações abrangentes" são realizadas para esclarecer todas as circunstâncias do ataque.
Em meio ao incidente diplomático, Momani afirmou que a "Jordânia nutre grande respeito pelo Estado sírio e por seu povo irmão", acrescentando que a coordenação entre os países "no combate ao terrorismo" e "contrabando de armas e drogas", é contínua e existe há anos.
(Com AFP)
O Globo