Jogadoras da seleção feminina do Irã recebem permissão para permanecer na Austrália após pedir asilo
Cinco atletas da seleção feminina do Irã receberam autorização para permanecer na Austrália após pedirem asilo uma semana depois de se recusarem a cantar o hino nacional iraniano antes de uma partida internacional. A decisão foi anunciada pelo ministro do Interior australiano, Tony Burke, que afirmou que as jogadoras poderão permanecer no país “em segurança”.
Mbappé recebe BMW elétrico exclusivo de mais de R$ 420 mil e se torna um dos primeiros donos do modelo; vídeo
Estaduais e Brasileirão ao mesmo tempo confundem torcedor, e novo calendário tem arquibancadas mais vazias nos primeiros meses
"Ontem à noite pude dizer a cinco mulheres da seleção iraniana de futebol feminino que elas são bem-vindas para ficar na Austrália, para estarem seguras e terem um lar aqui", escreveu Burke em publicação nas redes sociais.
Initial plugin text
O caso ganhou repercussão internacional após as atletas abandonarem o hotel da delegação e buscarem proteção em um local seguro na região da Gold Coast. As jogadoras estavam no país para disputar a Copa Asiática Feminina da AFC 2026, competição realizada na Austrália.
O episódio começou antes da estreia da equipe contra a Seleção feminina da Coreia do Sul, em 2 de março, quando algumas jogadoras se recusaram a cantar o hino da República Islâmica do Irã.
De acordo com o periódico americano CBS News, a atitude provocou forte reação de setores conservadores no país. A televisão estatal iraniana chegou a classificar as atletas como “traidoras” e acusá-las de cometer o “ápice da desonra”.
Initial plugin text
Nos jogos seguintes, as jogadoras voltaram a cantar o hino nacional. Segundo opositores do regime iraniano, a mudança teria ocorrido após pressão de autoridades e da equipe de segurança que acompanhava a delegação.
Após a eliminação da equipe no torneio, cresceram os temores de que as atletas pudessem sofrer punições caso retornassem ao Irã. O ex-capitão da seleção australiana masculina e ativista de direitos humanos Craig Foster afirmou que havia preocupações reais com a segurança das jogadoras.
— Todos nós temos preocupações muito sérias com a segurança delas. Quando atletas participam de um torneio internacional, devem ter o direito de buscar apoio externo caso temam por sua segurança — disse.
Segundo relatos da comunidade iraniana na Austrália, as cinco jogadoras se separaram do restante da delegação após a partida decisiva da equipe no torneio.
Depois do jogo que confirmou a eliminação iraniana, cerca de 200 torcedores cercaram o ônibus da equipe do lado de fora do estádio em Gold Coast. Muitos carregavam bandeiras do Irã anteriores à Revolução Islâmica do Irã de 1979.
Initial plugin text
Manifestantes gritavam “deixem elas irem” enquanto bloqueavam o veículo por cerca de 15 minutos, até a intervenção da polícia local.
