Jiu-Jitsu brasileiro se consolida na Ásia Central
O crescimento do Jiu-Jitsu brasileiro na Ásia Central tem chamado atenção de lideranças esportivas e políticas da região, especialmente no Cazaquistão. Em missão especial ao país a convite do deputado cazaque Nursultan Orynbassarov, o empresário e fundador do Tactical Combat, Juliano Ninja, acompanhou de perto o avanço da modalidade e destacou a forte influência da cultura do Jiu-Jitsu “made in Brazil” entre os praticantes locais.
“O Jiu-Jitsu vem crescendo de forma extraordinária no Cazaquistão, e até a cultura do Jiu-Jitsu ‘made in Brazil’ tem ampla influência nos praticantes de lá. Eu já visitei muitos países, e após o meu retorno do Cazaquistão, eu pude comprovar, literalmente, que ser brasileiro e ter uma faixa-preta de Jiu-Jitsu é um dos melhores cartões de visita que existe. O Jiu-Jitsu é o nosso melhor produto de exportação”, afirmou.
Durante a viagem, para formalizar os preparativos para o Cazaquistão receber uma edição do Tactical Combat, o fundador do evento participou de reuniões com autoridades locais, incluindo representantes das forças armadas, parlamentares e lideranças políticas. Ninja destacou que o interesse pelo esporte vai além das competições e está diretamente ligado à busca por disciplina, conhecimento e formação cultural.
“A Ásia Central tem uma forte tradição guerreira, que se estende das forças armadas aos esportes de combate, e o Jiu-Jitsu brasileiro consegue expressar essa cultura. A cada reunião que eu tive, desde ministro da defesa até prefeitos e presidentes de partidos, todos me pediam a mesma coisa: uma master class de Jiu-Jitsu”, relatou.
Ninja também destacou o respeito que recebeu dentro e fora dos tatames durante a passagem pelo país. Segundo ele, o reconhecimento ao esporte e aos brasileiros impressiona pela intensidade: “A recepção nas academias era do mais alto nível. É um sentimento puro de respeito no seu mais alto nível. Até em shopping centers ou nas ruas, eu era muito bem recebido por ser lutador, e quando sabiam que eu era brasileiro, ficava ainda melhor”, contou.
Outro ponto que chamou atenção do brasileiro foi o crescimento do Jiu-Jitsu entre crianças e jovens. Convidado de honra em uma competição infantil da modalidade, Juliano Ninja viu ginásios lotados e grande participação das famílias: “Lá tem um grande incentivo dos pais à prática de esportes de combate, como Judô, Wrestling e Sambo, e agora o Jiu-Jitsu vem com força total. O Jiu-Jitsu transforma, e na minha opinião, é a melhor ferramenta de transformação social do ser humano”, finalizou.
