Jeniffer Nascimento comenta título de segunda celebridade mais influente do Brasil: 'Desafio de entender meu valor'

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Fonte da notícia: Revista Quem Revista Quem

Jeniffer Nascimento, de 33 anos, falou sobre a surpresa com que encarou a notícia de que havia sido considerada a segunda celebridade mais influente do Brasil, atrás de Grazi Massafera, de 44 anos, e na frente de Fernanda Montenegro, de 96 anos. O ranking foi feito pela 8ª edição do estudo Most Influential Celebrities & Creators (MIC), desenvolvido pela Ipsos. "Fiquei sabendo que fui considerada a segunda celebridade mais influente do Brasil em 2026. Quando começaram a me mandar isso de manhã, comecei a achar que fosse montagem de IA. Olha que louca! Até que eu mandei para o meu agente e outros amigos foram me confirmando que era real e que eu realmente estava ali junto com Fernanda Montenegro", disse ela, atualmente no ar em Quem Ama Cuida, após estrear como protagonista na novela Êta Mundo Melhor! (2025).

Jeniffer Nascimento fala sobre conquistas A paulistana - que começou sua carreira com cinco anos de idade - assumiu que duvidou, a princípio, da notícia, e analisou como demorou para entender sua importância e relevância na dramaturgia nacional.

"No momento em que eu questionei se era verdade ou não, constatei a tese sobre mim que um amigo me falou no último dia da novela Êta Mundo Melhor!. Ele falou para mim: 'Jeniffer, sabe a sensação que eu tenho? Que você ralou tanto e precisou correr tanto para a sua vida acontecer, que agora você está lá na frente e nem se deu conta ainda de onde chegou'. Para mim foi exatamente essa ficha que caiu. É impressionante como ainda tenho esse desafio de entender o meu tamanho, valor e impacto e que estou no lugar em que deveria estar", analisou. Jeniffer Nascimento Reprodução/Instagram Jeniffer relembrou sua trajetória e alguns esforços e dificuldades que enfrentou. A atriz disse que levou golpes, muitos 'nãos' e deixou de viver a vida pessoal muitas vezes apenas para trabalhar.

"Não é novidade para ninguém que sou uma mulher preta vinda da Cohab (Companhia de Habitação Popular) 1 de São Paulo, periferia. Neste lugar em que eu venho, muitas vezes, a humildade era confundida com não querer progresso. Por muitos anos na minha vida, eu não exaltava as minhas conquistas, não me empoderava e não compartilhava estar feliz pelas minhas conquistas porque achava que era falta de humildade. Demorei muito para entender que uma coisa não tem a ver com a outra. Meu primeiro salário nesse meio foi R$ 35. Já levei muitos 'nãos' na cara, muitos golpes, muitas puxadas de tapete e passei mais trabalhando do que vivendo a minha vida pessoal nesses anos todos. Comecei a carreira do zero, sem manual de instrução, sem saber como começar, me lançando no desconhecido junto com os meus pais. Ouvi muitas vezes que precisava ser três vezes mais eficiente para poder entrar em espaços que não eram feitos para mim e, mesmo assim, mesmo quando eu entrava, as pessoas diziam que eu não podia aparecer tanto e me destacar demais", contou.

"Hoje sou reconhecida como atriz, cantora, apresentadora, posso exercer meu trabalho em outros idiomas porque aprendi outros idiomas, sou dubladora e influencio pessoas pelo que acredito. Foi por isso que eu escolhi a arte, porque acredito no poder da arte de transformar as pessoas. Então tenho que me sentir merecedora e celebrar, porque, de fato, me dediquei muito para ser considerada uma das artistas mais influentes do país. A gente não pode ter vergonha de celebrar as nossas conquistas." Em viagem aos Estados Unidos, Jeniffer Nascimento faz registro em frente ao famoso letreiro de Hollywood Reprodução/Instagram

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