Jardim supera melhor sequência de vitórias de Filipe Luís no Flamengo e se aproxima de marca de Jorge Jesus

 

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Em apenas dois meses de trabalho e 13 jogos à frente do Flamengo, Leonardo Jardim começa a acumular marcas que adquirem traços históricos no clube. A goleada por 4 a 0, ontem, pela 13ª rodada do Brasileirão, foi a sétima vitória seguida da equipe nesta temporada. A efeito de comparação, Filipe Luís não conseguiu uma sequência deste porte em sua passagem.

Jardim chegou à atual marca contabilizando jogos das três principais competições do calendário. São quatro triunfos no Brasileirão (Santos, Fluminense, Bahia e Atlético-MG), dois na Libertadores (Cusco e Independiente Medellín) e um na Copa do Brasil (Vitória).

No geral, seu trabalho é de dez vitórias, dois empates e apenas uma derrota: um aproveitamento de 82%.

Filipe Luís chegou a emplacar três sequências de seis vitórias como treinador, entre outubro de 2024 e março de 2026, mas nunca conseguiu a sétima. Neste ano, a melhor marca foi a de três resultados positivos consecutivos, em fevereiro.

O Flamengo não sabia o que era vencer sete vezes consecutivas desde a passagem de Tite, entre outubro de 2023 e setembro de 2024. Com ele, o clube conseguiu esta sequência em um cenário menos exigente: o Carioca de 2024.

Desafios difíceis para chegar a dez

A partir de agora, Jardim pode mirar Jorge Jesus, compatriota que levou o Flamengo a dez vitórias consecutivas. A marca não foi concretizada no mágico ano de 2019, mas sim em 2020, entre fevereiro e julho daquele ano. O hiato se explica por conta da parada no calendário por conta da pandemia da COVID-19.

A dezena de jogos sob o comando de Jesus incluiu sete vitórias no Carioca (Boavista, Cabofriense, Botafogo, Portuguesa, Bangu, Boavista e Volta Redonda), duas na Libertadores (Junior Barranquilla e Barcelona de Guayaquil) e uma na Recopa Sul-Americana (Independiente del Valle), que resultou em título.

O próximo do desafio do Flamengo não é simples: contra o Estudiantes, em La Plata (Argentina), pela 3ª rodada da fase de grupos da Libertadores. Depois, o rubro-negro tem clássico contra o Vasco, pelo Brasileirão, e nova visita pelo torneio continental, ao Independiente Medellín, na Colômbia.

— Para mim, o importante é a atuação da equipe, a atitude que os jogadores têm com os adversários. Tanto no respeito aos times defensivos e também àquilo que são as nossas ideias. Jogar todos os jogos de forma a tentar sair vencedor. Foi isso que fizemos. No futebol, não existem troféus individuais. Existem troféus coletivos. É para isso que trabalhamos e é nisso que estou focado — comentou Jardim sobre a marca.