Japão reforçará defesas com sistemas unificados de mísseis e artilharia

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Fonte da notícia: Valor Valor

A Força Terrestre de Autodefesa do Japão planeja integrar sistemas de controle de mísseis e artilharia no nível de divisão. A medida visa permitir que os comandantes identifiquem rapidamente posições inimigas e direcionem contra-ataques, apurou o jornal “Nikkei Asia”.

O Ministério da Defesa solicitou mais de 17,9 bilhões de ienes (US$ 113 milhões) para essas atualizações no próximo ano fiscal. O grupo tecnológico Fujitsu liderará o esforço para unificar sistemas que, atualmente, operam de forma separada conforme sua função — como defesa antiaérea, mísseis antinavio e artilharia.

A implementação deve começar a partir do ano fiscal de 2030. Planejadores de defesa japoneses preveem que uma ofensiva contra as ilhas remotas do país envolveria ataques simultâneos com aeronaves, mísseis e forças terrestres.

As Forças de Autodefesa precisariam processar rapidamente informações sobre múltiplos alvos inimigos — obtidas por unidades de reconhecimento avançado, radares e outras fontes — e responder a elas com agilidade. A Força Terrestre de Autodefesa opera sistemas distintos para comando e controle, defesa antiaérea e controle de tiro, fabricados pela Fujitsu, Mitsubishi Electric e Toshiba.

Como esses sistemas não estão interconectados, oficiais da Força Terrestre relatam que os comandantes precisam consultar várias telas ao tomar decisões. O novo sistema consolidará informações sobre atividades inimigas em terra, mar e ar, apresentando-as em uma interface única baseada em mapas.

Ele fornecerá uma visão geral, em tempo real, de navios de guerra, forças de desembarque e mísseis inimigos que representem uma ameaça às ilhas remotas. O sistema também indicará a localização das unidades da Força Terrestre, permitindo que os comandantes determinem, com mais facilidade, quais unidades estão em melhor posição para responder às forças inimigas que se aproximam.

Além disso, auxiliará na tomada de decisões, como a escolha do tipo de míssil mais adequado para interceptar uma ameaça. Espera-se que a mudança evite o desperdício de munição e estoques de mísseis.

Isso é particularmente importante em ilhas remotas, onde o suprimento e a capacidade de reabastecimento são limitados. Inicialmente, o sistema não incorporará inteligência artificial aos processos de tomada de decisão.

Decisões sobre disparos e outras ações permanecerão sob a responsabilidade dos comandantes em campo. O Ministério da Defesa trabalha para incorporar a inteligência artificial à estrutura de comando e controle de defesa de forma mais ampla.

Organizações como o Comando de Operações Conjuntas utilizariam análises assistidas por inteligência artificial para formular estratégias de defesa e transmitir orientações a unidades específicas. A estratégia das Forças de Autodefesa para a defesa de ilhas remotas baseia-se em deter as forças inimigas o mais longe possível do território japonês.

As forças japonesas planejam utilizar mísseis de longo alcance, capazes de realizar ataques a partir de fora da zona de engajamento do inimigo. A Força Terrestre de Autodefesa pretende posicionar o míssil superfície-navio "Tipo 25" — que possui um alcance de cerca de 1 mil quilômetros — em uma base no sul da província de Kumamoto.

Os esforços de defesa do Japão concentram-se em suas ilhas distantes, situadas no sudoeste. Autoridades temem que uma eventual invasão chinesa a Taiwan possa se estender a essa região.

A China tem intensificado o envio de contratorpedeiros equipados com mísseis, porta-aviões e outros meios navais ao Oceano Pacífico, operando frequentemente na região à medida que suas embarcações transitam a partir do Mar da China Oriental.

Publicação Original Valor valor.globo.com
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