O Japão afirmou nesta quinta-feira (10) que solicitou a revisão de um novo mapa-múndi adotado pelas Nações Unidas porque este dava a entender que as disputadas Ilhas Curilas pertenciam à Rússia. A Assembleia Geral da ONU votou na última sexta-feira (4) pela adoção do novo mapa, que amplia o continente africano e reduz a América do Norte e a Europa, atraindo a condenação dos Estados Unidos. O Japão estava entre os 164 membros da ONU que apoiaram a resolução, mas agora o questiona porque ela mostra as Ilhas Curilas, conhecidas no Japão como Territórios do Norte, com a mesma cor que a Rússia. O principal porta-voz do governo japonês, Minoru Kihara, afirmou que o novo mapa, conhecido como projeção cartográfica Terra Igualitária, 'continha uma representação que contradiz a posição do governo japonês'. 'Apresentamos um protesto ao operador do site de mapas por meio de nossos canais diplomáticos para exigir a correção dessa representação', disse Kihara aos repórteres. Ele se recusou a dizer quando a questão foi levada ao conhecimento do governo, mas afirmou que o Japão 'precisa impedir que concepções errôneas sobre nossos territórios e nomes geográficos se espalhem'. Mapa-múndi na projeção de Mercator. Reprodução As ilhas em disputa foram tomadas em 1945 pela antiga União Soviética, que posteriormente expulsou a população japonesa. As relações entre o Japão e a Rússia azedaram significativamente no mês passado, quando o presidente Vladimir Putin fez uma visita surpresa às ilhas disputadas pela primeira vez. O Japão convocou rapidamente o embaixador de Moscou, e a primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou que a visita de Putin 'ofende os sentimentos do povo japonês' e a classificou como 'absolutamente inaceitável'. Ela afirmou que as ilhas eram 'parte integrante do território japonês, tanto historicamente quanto sob a lei internacional'. Moscou reagiu prontamente, afirmando que rejeita 'categoricamente' tais declarações, 'que consideramos politicamente inapropriadas, insultuosas e, obviamente, juridicamente infundadas'. A ONU afirmou que o novo mapa visa apresentar 'uma representação mais precisa' das massas continentais do que a retratada pelas projeções de Mercator mais tradicionais. Estados-membros da ONU. Wikimedia Commons
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Japão pede mudança no novo mapa-múndi por dar a entender que ilhas japonesas pertenceriam a Rússia
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