Japão apresenta braço robótico 'serpente' para retirar destroços radioativos de Fukushima
Um braço robótico de 22 metros de comprimento será utilizado para coletar amostras de destroços radioativos no interior da acidentada usina nuclear de Fukushima Daiichi, no Japão. O equipamento foi apresentado nesta quinta-feira pela operadora da central, a Tokyo Electric Power Company (Tepco).
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Com formato semelhante ao de uma serpente, o robô pesa cerca de 4,6 toneladas e foi projetado para se mover por passagens estreitas, como túneis, e inspecionar estruturas complexas em espaços confinados — áreas onde os níveis de radiação permanecem extremamente elevados.
A retirada do combustível fundido e de outros resíduos radioativos é considerada a etapa mais difícil do gigantesco projeto de desativação da usina, processo que deve se estender por várias décadas.
Cerca de 880 toneladas de materiais altamente perigosos ainda permanecem na central, cenário de um dos piores acidentes nucleares da história, desencadeado em 2011 após um terremoto de magnitude 9 provocar um tsunami que atingiu a região.
Um vídeo de quatro minutos divulgado pela Tepco mostra o braço robótico avançando por corredores estreitos e realizando inspeções internas. Equipado com câmera, o dispositivo é, segundo a empresa, mais eficiente na coleta de informações do que as ferramentas utilizadas anteriormente.
— É mais eficaz para reunir dados no interior dos reatores — afirmou um porta-voz da Tepco à agência AFP.
A operadora pretende utilizar o novo equipamento ainda este ano em uma terceira operação de teste para retirada de destroços em um dos reatores danificados.
Até agora, apenas pequenas amostras de material radioativo foram coletadas em duas ocasiões no âmbito do projeto-piloto. Nenhuma remoção em larga escala foi realizada.
Em julho, a Tepco anunciou que a operação principal de extração foi adiada para, no mínimo, 2037. Anteriormente, a previsão era iniciar o processo no começo da década de 2030.
