Japão afirma ter encontrado terras-raras em amostras de sedimentos coletadas em águas profundas
Uma missão de teste japonesa recolheu sedimentos contendo elementos de terras-raras a cerca de 6 mil metros abaixo do leito marinho, anunciou o governo nesta segunda-feira, em uma tentativa de reduzir sua dependência da China para esses minerais valiosos.
"Os detalhes serão analisados, incluindo a quantidade exata de terras-raras que a amostra contém", disse o porta-voz do governo, Kei Sato, que classificou a descoberta como "uma conquista significativa em termos de segurança econômica e desenvolvimento marítimo abrangente".
As autoridades japonesas afirmam que esta é a primeira tentativa mundial de explorar elementos de terras-raras a essa profundidade.
A amostra foi obtida pelo Chikyu, um navio de pesquisa de perfuração em águas profundas, que iniciou sua viagem em janeiro para a remota ilha de Minami Torishima, no Pacífico, onde se acredita que as águas contenham grandes reservas desses minerais.
A exploração ocorre em um momento em que a China, principal fornecedora mundial de elementos de terras-raras, intensifica a pressão sobre o Japão, após a primeira-ministra, Sanae Takaichi, sugerir, em novembro, que Tóquio poderia responder militarmente a um ataque a Taiwan - que Pequim considera parte de seu território. Os elementos de terras-raras, 17 metais difíceis de extrair da crosta terrestre, têm múltiplas aplicações, desde baterias de veículos elétricos a discos rígidos, turbinas eólicas e mísseis.
A área ao redor de Minami Torishima, localizada nas águas econômicas exclusivas do Japão, acredita-se conter mais de 16 milhões de toneladas de elementos de terras-raras, que, segundo o jornal Nikkei, constituiriam a terceira maior reserva mundial.
