Jantar de Lula com aliados tem tom 'informal' e 'amigável' e afagos a Hugo Motta

 

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Um jantar em tom informal e amigável e com afagos ao presidente da Câmara, Hugo Motta. Assim que os deputados da base aliada classificaram o encontro do presidente Lula com os parlamentares na Granja do Torto.

A noite, segundo os presentes, foi num tom bem descontraído e Lula usou o discurso para fazer afagos aos parlamentares. O presidente falou da importância de se ter uma governabilidade para o país – isso num ano eleitoral e depois de um ano muito turbulento na relação do Executivo com o Congresso. No afago a Motta, Lula citou as conquistas que o governo só conseguiu graças ao apoio da Câmara, especialmente em votações econômicas e estruturantes.

O discurso foi mais genérico e institucional. Além de agradecer aos deputados, Lula passou pelo tema das eleições, mas preferiu não citar as disputas regionais, ainda indefinidas pelo PT em estados estratégicos. Possíveis candidatos estavam no encontro – é o caso do ministro Fernando Haddad, que Lula ainda tenta convencer a sair ao governo de São Paulo.

Lula também falou da agenda política do ano, de pautas importantes do governo, como o fim da escala 6x1, mas não entrou no mérito da proposta nem cobrou apoio. O presidente ignorou a aprovação do projeto que permite supersalários aos servidores do Congresso, em ano eleitoral. Há uma discussão interna se Lula veta parcialmente a proposta – eliminando o parágrafo que abre brecha para que os servidores recebam acima do teto do funcionalismo.

Motta também discursou e teceu elogios a Lula. Houve conversas ao pé do ouvido, aqueles bilaterais e um pedido ou outro ao presidente da república. Participaram do encontro até líderes do centrão, de partidos que já não se consideram base, mas que tem ministros no governo, como o PP, União Brasil e PSD.